Comerciantes relatam aumento acentuado nos preços e falta de estoque
O custo de embalagens descartáveis em João Pessoa subiu nas últimas semanas, e comerciantes da capital paraibana relacionam a elevação a efeitos da guerra no Oriente Médio. Vendedores e donos de estabelecimentos informam aumentos que chegam a 40% em alguns produtos.
O setor de plásticos, que depende de petroquímicos, tem sido afetado pelas tensões na região e pelos riscos que envolvem o tráfego no Estreito de Hormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo e derivados. Segundo comerciantes, a combinação de aumento de preço e dificuldade de abastecimento tem reduzido a oferta local.
Jadiel, proprietário de um restaurante no bairro Mangabeira que prepara cerca de 200 quentinhas por dia, descreve dois problemas principais: a escassez do material e a disparada dos valores. Ele relatou ter observado “um aumento nos últimos 30 dias de 20 a 0%” e diz, por enquanto, estar absorvendo o acréscimo do custo para não repassar imediatamente o reajuste ao consumidor.
No Mercado Central, Anderson, que trabalha com embalagens há 10 anos, afirma nunca ter acompanhado um aumento tão rápido. Ele informou que está adquirindo fornecedores com preços até 40% superiores aos praticados anteriormente. Anderson citou que a alta se intensificou nos últimos 15 dias e deu como exemplo embalagens que costumava vender a R$ 14 e que agora precisaria comercializar a R$ 20 para manter margem.
O comerciante complementou que o efeito direto sobre o consumidor final ainda não é totalmente percebido, mas avalia que o repasse será necessário em breve para preservar a lucratividade do negócio. “A promessa não é cair, a promessa é aumentar mais ainda e, infelizmente, vou ter que aumentar, que eu preciso ganhar meu lucro para manter o comércio”, disse ele ao relatar a expectativa de novos reajustes.
Distribuidores e lojistas monitoram o mercado e tentam ajustar estoques diante da oferta limitada e da flutuação de preços influenciada por fatores internacionais ligados ao segmento de petróleo e petroquímica.
Com informações de Jornaldaparaiba



