O deputado estadual André Gadelha (MDB) afirmou que mantém confiança no respaldo dos correligionários para sua pré-candidatura ao Senado Federal nas eleições de outubro. Em entrevista, ele rechaçou a ideia de que parte do grupo político liderado por Cícero Lucena (MDB) e pelo senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) já teria aderido à candidatura do ex-prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos).
Questionado sobre possíveis migrações de apoio, André disse acreditar na manutenção da unidade interna. “Eu não acredito que tenham fechado com Nabor. A gente está construindo uma história principalmente com o prefeito da nossa capital que é Léo Bezerra, que é a peça fundamental nesta minha caminhada ao lado de Cícero e de Vené”, afirmou.
O parlamentar ressaltou o papel do prefeito de João Pessoa, Léo Bezerra (PSB), na estratégia de campanha. Segundo André, a gestão do prefeito terá destaque na divulgação do projeto político do grupo, que pretende associar o trabalho municipal à aprovação de Cícero entre eleitores.
“Nós estaremos pregando o portfólio de uma gestão que deu aprovação a Cícero e nós vamos divulgar tudo aquilo que Léo estará fazendo na capital. Então, Léo será importantíssimo na construção de uma campanha vitoriosa e na campanha vitoriosa terá Cícero, André e Vené”, declarou o deputado.
CRÍTICAS À DISPUTA POR APOIOS
Além de afirmar confiança no arco de alianças, André Gadelha criticou práticas que classificou como desiguais na busca por apoios políticos. Ele apontou que candidaturas estariam oferecendo emendas como forma de obtenção de apoio, comportamento que questiona do ponto de vista ético e jurídico.
“A abordagem por parte de candidatos se utilizando de emendas que tem a mais de um presidente de um poder é de assustar […] de chamar atenção da Justiça e principalmente do povo paraibano. Que o povo possa refletir o seu voto. O voto de Senado é um voto de conceito que irá trabalhar pela Paraíba e pelo Brasil por oito anos, é um mandato diferenciado”, alertou.
O deputado também afirmou que líderes locais estão sendo atraídos por promessas de recursos. “O que está sendo feito é um jogo injusto para os paraibanos, porque não é ganhar de André ou de Vené, é enganar as lideranças locais porque eles são sabedores que não vão receber esse dinheiro e, se receber, é absurdo […] é usar as emendas como uma moeda de troca”, pontuou.
Apesar das críticas ao uso de emendas como instrumento de convencimento, André reafirmou a confiança na lealdade dos integrantes do palanque de Cícero: “Eu não tenho dúvidas do apoio irrestrito e a lealdade de todo o grupo que estão fazendo hoje parte do palanque de Cícero e fará o palanque de André e de Vené”.
Com informações de Polemicaparaiba



