A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) decidiu, na sexta-feira (28), manter a bandeira tarifária amarela para as contas de energia referentes a setembro. A medida vale para todo o território nacional e foi tomada diante das dificuldades verificadas na geração de eletricidade no período.

Segundo a ANEEL, os problemas na produção de energia obrigaram o país a utilizar usinas mais onerosas, o que resulta em acréscimo na cobrança aos consumidores. Na prática, a bandeira amarela implica uma cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

A agência também reforçou a necessidade de uso racional da eletricidade enquanto vigorar esse cenário de geração menos favorável. A recomendação visa mitigar o impacto nas contas domésticas e no sistema de suprimento, sem, contudo, alterar a vigência da bandeira definida para o mês.

Sistema de bandeiras

O sistema de bandeiras tem a finalidade de informar os consumidores sobre as condições de geração de energia que podem influenciar o valor final cobrado. A sinalização é atualizada mensalmente e contempla diferentes níveis, de acordo com a disponibilidade e custo da geração:

🟢 Bandeira verde: indica condições favoráveis de geração e não acarreta custo extra na conta;

🟡 Bandeira amarela: aplicável quando a geração está menos favorável; a cobrança adicional é de R$ 18,85 por MWh (megawatt-hora) utilizado, o que equivale a R$ 1,88 a cada 100 kWh;

🔴 Bandeira vermelha — patamar 1: representa condições desfavoráveis, com acréscimo de R$ 44,63 por MWh utilizado (ou R$ 4,46 a cada 100 kWh);

🔴 Bandeira vermelha — patamar 2: aplicada em cenário muito desfavorável de geração; o custo adicional é de R$ 78,77 por MWh utilizado (ou R$ 7,87 a cada 100 kWh).

A manutenção da bandeira amarela para setembro implica que consumidores em todo o país continuarão a ver o valor extra na fatura, conforme o consumo registrado no período.

Com informações de Jornaldaparaiba