A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou à Petrobras, em 4 de fevereiro, que a estatal só poderá retomar a perfuração de um poço exploratório na Bacia da Foz do Amazonas após cumprir uma série de exigências de segurança e manutenção.
O trabalho foi interrompido em 6 de janeiro, quando a Petrobras registrou vazamento de fluido de perfuração a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá. Esse fluido, utilizado para lubrificar a broca, controlar a pressão interna do poço e evitar o colapso das paredes, teve pequena perda em duas linhas auxiliares que conectam a sonda ao poço denominado Morpho, no bloco FZA-M-059.
Exigências da ANP
Substituição de selos: Todos os selos das juntas do riser de perfuração – tubo que liga o leito marinho à sonda flutuante – devem ser trocados por componentes novos. Após a instalação da última junta, a Petrobras tem até cinco dias para apresentar evidências da troca e relatório que comprove a correta instalação.
Revisão do plano de manutenção: A empresa precisa ajustar o Plano de Manutenção Preventiva, reduzindo o intervalo de coleta de dados dos registradores de vibração submarina nos primeiros 60 dias de operação após a retomada.
Certificação de peças reserva: As juntas reservas do riser só poderão ser usadas após o envio à ANP dos certificados de conformidade, atestando inspeção ou reparo conforme as normas vigentes.
A ANP também iniciou, em 2 de fevereiro, auditoria no sistema de gestão de segurança operacional da sonda que realizava as perfurações.
Posicionamento da Petrobras
A Petrobras declarou que o fluido de perfuração atende aos limites de toxicidade legais, é biodegradável e não oferece riscos ao meio ambiente ou à saúde humana. A companhia ressaltou que adotou todas as ações de controle e notificou os órgãos competentes imediatamente após o incidente.
Segundo a empresa, não houve falhas na sonda nem compromissos à segurança das operações. Até o momento de fechamento desta reportagem, a Petrobras não havia comentado a decisão da ANP quanto às novas condições impostas.
Com informações de Agência Brasil



