Antes que Aconteça amplia rede de acolhimento com Sala Lilás no TJPB
O programa Antes que Aconteça instalou, nesta sexta-feira (10), a primeira Sala Lilás no âmbito do Judiciário estadual do país, no prédio do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB). O espaço foi criado para oferecer atendimento reservado, escuta qualificada e acolhimento humanizado a mulheres em situação de violência, integrando a rede de proteção e prevenção.
Além da unidade recém-inaugurada no TJPB, o programa mantém duas salas operando na estrutura da Secretaria de Segurança Pública do estado, fruto de parceria com o Governo da Paraíba. A primeira dessas salas foi aberta há um ano no Instituto de Polícia Científica (IPC), em João Pessoa, e outra funciona em Campina Grande. Juntas, as unidades já contabilizam mais de 1 mil atendimentos no período.
A iniciativa prevê a implantação de 52 unidades em todo o estado, com a previsão de entrega das próximas salas até o mês de maio. O Antes que Aconteça foi idealizado e é coordenado em âmbito nacional pela senadora Daniella Ribeiro (PP), com ações que envolvem prevenção, enfrentamento, responsabilização e reintegração das vítimas.
A Sala Lilás do Tribunal foi aberta durante o “Seminário STJ-TJPB sobre Violência contra a Mulher”, promovido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em parceria com o TJPB, evento que reforçou o compromisso institucional com a pauta.
A cerimônia contou com a presença do presidente do STJ, ministro Herman Benjamin, e de outros quatro membros da Corte — as ministras Nancy Andrighi, Maria Thereza de Assis Moura e Maria Marluce Caldas, e o ministro Joel Ilan Paciornik —, além de autoridades do meio jurídico.
Para a coordenação do programa, a instalação da Sala Lilás no Tribunal simboliza avanço concreto na política pública voltada às mulheres, declarando que a ação busca evitar o silêncio e a desassistência das vítimas ao estruturar um fluxo que vai da prevenção ao acolhimento e à proteção.
O presidente do TJPB, desembargador Fred Coutinho, afirmou que a intenção é estender a iniciativa para outras unidades judiciárias. A juíza Graziela Queiroga destacou que o atendimento seguirá um protocolo que inclui acolhimento, avaliação e, quando necessário, medidas de proteção, consolidando a atuação em rede proposta pelo programa.
A estrutura da Sala Lilás foi pensada para garantir privacidade e conforto, além de suporte institucional, com o objetivo de reduzir danos emocionais e ampliar a efetividade do atendimento dentro da política pública contínua de cuidado às mulheres.
Com informações de Maispb



