O apartamento da desembargadora Fátima Bezerra, localizado no bairro do Altiplano, área nobre de João Pessoa, foi invadido e teve diversos objetos furtados. O crime ocorreu na sexta-feira, 26 de dezembro, mas só foi confirmado e divulgado pela Polícia Civil na manhã de domingo, 28.
A magistrada, que no momento do arrombamento estava fora do imóvel, relatou que entre os itens levados há pertences do ex-governador da Paraíba José Maranhão, falecido em fevereiro de 2021 em decorrência de complicações da Covid-19. “Neste instante, entrego tudo nas mãos de Deus, agradecendo pela minha vida e pela vida dos meus”, declarou Fátima Bezerra em entrevista à Rede Paraíba de Comunicação.
Segundo a Polícia Civil, ainda não há confirmação sobre a quantidade nem a descrição detalhada dos bens subtraídos. Tampouco foi divulgado o valor estimado do prejuízo. Equipes da Delegacia de Roubos e Furtos realizam diligências para identificar os responsáveis, mas até o momento não foi esclarecido se a ação foi praticada por uma única pessoa ou por um grupo.
A assessoria da desembargadora informou que ela passa bem e está colaborando com a investigação. Também ressaltou que o edifício dispõe de sistema de segurança, cujas imagens foram encaminhadas às autoridades para análise.
Trajetória na magistratura
Nascida em João Pessoa, Maria de Fátima Bezerra Cavalcanti ingressou na magistratura paraibana em 1984, começando na Comarca de Pilões. Atuou ainda nas comarcas de Guarabira, Rio Tinto, Bayeux e Campina Grande. Em 2002, tornou-se a primeira mulher a ocupar o cargo de desembargadora do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB).
No biênio 2013/2014, presidiu o TJPB e, entre 2017 e 2019, exerceu a função de Ouvidora-Geral da Justiça. Em seguida, comandou o Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) no biênio 2022/2024 e, em março de 2025, foi designada para presidir o Comitê de Incentivo à Participação Feminina do TJPB.
Viúva de José Maranhão, Fátima Bezerra se dedicou nos últimos anos a atividades voltadas à promoção da participação feminina no Judiciário, além de manter compromissos administrativos na corte paraibana. A desembargadora não se pronunciou sobre possíveis motivações para o furto nem sobre a estimativa de reposição dos objetos levados.
O caso segue sob investigação, e a Polícia Civil informou que novas atualizações serão divulgadas à medida que o inquérito avançar.
Com informações de G1



