Colunista aponta dependência de insumos externos e associa alta do diesel a conflito no Oriente Médio
O colunista Aristênio Marques voltou a manifestar nesta quarta-feira (8), na coluna Direto ao Ponto, sua preocupação com a dependência do Brasil em relação a insumos importados, em especial combustíveis. Em sua intervenção, Aristênio relacionou o aumento do preço do diesel ao conflito envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã, que culminou no fechamento parcial do Estreito de Hormuz, canal por onde circulam petroleiros e que é controlado pelo Irã.
Segundo o comentarista, o país age de maneira “subserviente” e se coloca como “refém” do comércio exterior, apesar de, em sua visão, já haver condições para buscar maior autossuficiência no abastecimento de combustíveis. Aristênio criticou a exposição da economia nacional a efeitos externos e ressaltou as consequências diretas dessa dependência para o consumidor comum.
O colunista afirmou que a situação é lamentável e destacou que o fechamento de uma via de navegação no Oriente Médio pode ter repercussão até no preço de itens básicos da alimentação: arroz e feijão. Para Aristênio, esse vínculo entre eventos internacionais e a rotina dos brasileiros evidencia uma dependência que, em sua avaliação, persiste há séculos e dificilmente será superada no curto prazo.
Aristênio questionou por que o Brasil não consegue se desvincular desse “poderio exterior”, mostrando-se indignado com a dificuldade do país em conquistar maior independência em setores estratégicos. A fala marcou mais uma edição da coluna Direto ao Ponto, na qual o jornalista repercute temas econômicos e políticos que, segundo ele, afetam diretamente a população.
O comentário de Aristênio voltou a colocar no centro do debate a discussão sobre soberania energética e vulnerabilidade diante de eventos geopolíticos, especialmente em relação ao fornecimento de óleo e derivados.
Com informações de Diariodosertao



