Um ataque na madrugada deste domingo (8) deixou nove barracos queimados no Acampamento Marilene Dantas, segundo denúncia do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
O incêndio ocorreu na área da antiga Usina Maravilha, às margens da BR-101, no trecho entre os municípios de Caaporã e Pedras de Fogo, no Litoral Sul da Paraíba. De acordo com o MST, os responsáveis pelo ataque eram homens armados que chegaram ao local por volta das 2h.
Conforme a versão apresentada pelo movimento, os agressores efetuaram disparos de arma de fogo e atearam fogo nas moradias das famílias acampadas. A denúncia informa que, embora o ataque tenha colocado em risco a vida de dezenas de pessoas — entre trabalhadores rurais e crianças —, não há registro de feridos até o momento.
Além das casas consumidas pelas chamas, o MST afirma que o incêndio atingiu área de vegetação nativa na região, causando prejuízos ambientais. A entidade não apresentou informações sobre possíveis motivação ou autoria do episódio.
O Acampamento Marilene Dantas abriga aproximadamente 40 famílias e foi ocupado em abril de 2013. Segundo o movimento, os moradores trabalham com agricultura familiar e produção de alimentos na área.
Em nota, o MST afirmou que as famílias do acampamento vêm sofrendo ameaças e episódios de violência desde o início da ocupação, e que integrantes já foram vítimas de agressões físicas em ocasiões anteriores. O movimento classificou o ataque como parte de uma sequência de intimidações contra as famílias.
O MST cobrou investigação do caso, a identificação dos responsáveis e a adoção de medidas por parte dos órgãos de segurança pública para garantir a integridade dos moradores do acampamento.
Até a publicação desta reportagem, não havia informações públicas adicionais sobre apreensões, prisões ou andamento de investigações oficiais sobre o ocorrido.
Com informações de G1




