O Hospital Municipal do Valentina registrou aumento de 108% nos atendimentos entre janeiro e março, segundo a Secretaria de Saúde de João Pessoa. No período, a unidade referência em atendimento pediátrico contabilizou 9.179 atendimentos, dos quais 6.008 foram motivados por causas respiratórias.

O crescimento acentuado de casos, em especial de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), levou a Prefeitura de João Pessoa a declarar situação de emergência em saúde pública na quarta-feira (1º). A medida foi publicada no Diário Oficial do Município por meio do Decreto nº 11.260 e tem validade de 90 dias.

O secretário de Estado da Saúde, Ari Reis, informou que cerca de 80% dos leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) estão ocupados por pacientes com síndromes respiratórias, tanto na rede adulta quanto na pediátrica. Além disso, aproximadamente 70% dos leitos de enfermaria da rede estadual encontram-se ocupados.

A Secretaria Municipal de Saúde informou que a progressão dos casos de SRAG tem sido rápida, exigindo ações imediatas para ampliar a oferta de assistência e evitar a sobrecarga nas unidades hospitalares.

Vacinação e orientações

A pasta ressaltou a importância da vacinação como ferramenta essencial para frear o avanço das infecções respiratórias e reduzir complicações, com atenção especial a grupos mais vulneráveis, como crianças e idosos.

Sintomas e sinais de alerta

De acordo com a secretaria, a SRAG caracteriza-se por uma infecção respiratória aguda que pode evoluir para quadro grave. Entre os sinais de alerta estão:

  • Febre acima de 38°C
  • Tosse
  • Falta de ar (dispneia)
  • Saturação de oxigênio inferior a 95%
  • Necessidade de internação hospitalar

Quando procurar atendimento

Para sintomas leves, como coriza, tosse e febre baixa, a orientação é procurar as Unidades de Saúde da Família (USFs). Em casos mais graves — falta de ar intensa, febre alta persistente, convulsões, dor no peito ou vômitos contínuos — a recomendação é buscar atendimento imediato em serviços de urgência, como as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e hospitais.

As autoridades de saúde acompanham a evolução dos indicadores e adotam medidas para reforçar a capacidade de resposta do sistema público de saúde.

Com informações de Jornaldaparaiba