A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e o Hospital Regional de Sousa, no Sertão da Paraíba, registraram crescimento no número de pacientes atendidos por infecções atribuídas à chamada “virose da mosca” até esta terça-feira (24). O termo é usado para doenças transmitidas por insetos que carregam vírus ou bactérias e podem contaminar alimentos e água.

Segundo informações repassadas à TV Paraíba pela direção da UPA, a média diária de atendimentos na unidade passou de aproximadamente 180 para entre 260 e 300 pacientes. Os quadros apresentados incluem diarreia, dor abdominal, vômito, náusea e febre. A diretora da UPA em Sousa, Vanessa Oliveira, informou que muitos pacientes evoluem para desidratação rápida e que os casos mais graves têm ocorrido, em sua maioria, entre pessoas idosas.

A unidade disponibilizou cerca de oito leitos em enfermaria e dois leitos de isolamento, que, conforme a última atualização da própria UPA, estão todos ocupados, assim como a chamada área verde do serviço.

No Hospital Regional de Sousa também houve aumento expressivo. A assessoria da unidade comunicou à TV Paraíba que, no período de maior proliferação da virose até março, os atendimentos praticamente quadruplicaram: a média anterior de 80 pacientes por dia subiu para cerca de 300 atendimentos diários.

Profissionais de saúde ouvidos pela reportagem relacionam o aumento a um período sazonal, que vai de março a julho, quando há maior circulação de doenças respiratórias, arboviroses e casos de diarreia atribuídos à transmissão por moscas e outros vetores. Essa combinação de agravos, explicam, eleva a demanda por atendimento médico.

As autoridades de saúde orientam medidas de prevenção básicas: higienização das mãos, lavagem adequada de alimentos e cuidado com a conservação de água e mantimentos expostos. Também recomendam o uso de máscara por pessoas que apresentem sintomas, para reduzir a transmissão.

Pacientes relatam sintomas

Pacientes que buscaram atendimento descreveram episódios intensos de vômito e diarreia. A mãe de um jovem identificado como Miguel relatou que o filho apresentou episódios de vômito e diarreia desde a madrugada, motivo pelo qual buscaram atendimento médico. Um taxista, Francisco de Assis, disse que passou a noite sem dormir em razão de dor na região inferior do abdome e diarreia intensa.

As equipes de saúde recomendam que, se os sintomas persistirem, a pessoa procure avaliação médica para receber tratamento adequado.

Com informações de Jornaldaparaiba