O Instituto de Polícia Científica (IPC) de João Pessoa divulgou na segunda-feira (26) o laudo da necropsia realizada no corpo de um bebê encontrado em uma lata de lixo no bairro do Muçumagro. De acordo com o exame, o feto já estava sem vida quando ainda estava no útero, caracterizando morte intrauterina.
O achado ocorreu na última sexta-feira (23), quando moradores da região acionaram equipes de limpeza ao local. Câmeras de segurança de um edifício próximo registraram imagens de uma mulher transportando uma caixa de papelão que supostamente continha o corpo do bebê. As gravações foram encaminhadas à Polícia Civil para auxiliar na identificação dos envolvidos e na elucidação do caso.
Resultados da perícia
O laudo pericial apontou ausência de sinais de violência interna ou externa, descartando inicialmente qualquer indício de agressão física ou sexual. No entanto, os peritos constataram sinais de maceração, que indicam a permanência do feto sem vida por um período dentro do útero, além de início de putrefação decorrente do tempo decorrido até a remoção do corpo.
Exames complementares
O IPC informou que foram solicitados exames laboratoriais complementares e de anatomopatologia para confirmar as causas exatas da morte. Esses procedimentos, segundo o órgão, poderão levar algumas semanas até ficarem concluídos, em razão das técnicas envolvidas e da complexidade dos testes.
Investigações em curso
Enquanto os resultados finais não ficam prontos, a Polícia Civil segue analisando o material de vídeo e outras evidências coletadas no entorno do local onde o feto foi descartado. As autoridades buscam identificar a pessoa vista nas imagens e esclarecer as circunstâncias que levaram ao abandono do corpo.
A divulgação do laudo preliminar aponta para um caso de interrupção precoce da gestação, mas a investigação permanece aberta para determinar responsabilidades e se houve omissão de socorro ou outros delitos relacionados.
O desfecho dos exames complementares deve ser fundamental para direcionar as próximas etapas das apurações pela perícia oficial e pela Polícia Civil.
Com informações de Jornaldaparaiba



