O governador da Paraíba, João Azevêdo (PSB), afirmou que somente cobrará um posicionamento político do vice-prefeito de João Pessoa, Léo Bezerra (PSB), quando este estiver efetivamente no comando do Executivo municipal. A declaração foi dada em entrevista coletiva transmitida pelo programa Arapuan Verdade, nesta segunda-feira (17).

Segundo o governador, o momento atual exige foco na administração e não em articulações eleitorais. “Já conversei com ele. Disse que só exigiria definições políticas a partir do instante em que ele estivesse sentado na cadeira de prefeito. Enquanto continuar vice, quem responde pela prefeitura é Cícero”, declarou Azevêdo, referindo-se ao prefeito Cícero Lucena (MDB), que se recupera de procedimento médico.

Azevêdo reiterou que, enquanto Léo Bezerra permanecer na condição de vice, qualquer deliberação partidária ou de alianças deve passar pelo titular do cargo. “Quando ele assumir interinamente, aí sim teremos uma conversa para avaliar posições”, completou.

O posicionamento do governador ocorre em meio a diferenças de apoio dentro do próprio PSB. Recentemente, Léo Bezerra anunciou que pretende apoiar Cícero Lucena (MDB) na disputa pelo Governo da Paraíba e o ex-governador João (PSB) para o Senado. Já João Azevêdo declarou respaldo à pré-candidatura de Lucas Ribeiro (Progressistas) para o Palácio da Redenção.

A fala de Azevêdo evidencia a preocupação em evitar conflitos internos no período em que Cícero se afasta do cargo por questões de saúde. A expectativa é de que Léo Bezerra assuma interinamente a prefeitura durante a licença do titular, mas por ora não há data oficial para o início da substituição.

Nos bastidores, aliados do governador avaliam que uma conversa formal com o vice-prefeito, após a posse interina, pode ajustar o alinhamento entre Estado e Município, sobretudo diante do calendário eleitoral de 2024, que deve intensificar negociações para chapas majoritárias e proporcionais.

Apesar das divergências sobre apoios, tanto João Azevêdo quanto Léo Bezerra pertencem ao PSB e, até o momento, não sinalizaram rompimento. O governador reforçou, contudo, que o “tempo da política” será respeitado. “Primeiro, gestão; depois, tratativas partidárias”, concluiu, encerrando a entrevista.

A ausência de definições claras dentro da legenda e o afastamento temporário de Cícero Lucena mantêm em aberto as articulações na capital paraibana. Integrantes do PSB acreditam que a condução do governo municipal por Léo Bezerra poderá influenciar o rumo das alianças, mas qualquer movimento dependerá do aval de João Azevêdo, principal liderança do partido no Estado.





Até que a posse interina se concretize, o cenário permanece indefinido. A expectativa é de que, logo após sentar na cadeira de prefeito, Léo Bezerra seja chamado pelo governador para um encontro que possa selar, ou não, a convergência de apoios para 2024 e 2026.

Com informações de Clickpb