O governador da Paraíba, João Azevêdo (PSB), declarou que ainda não há definição sobre quem ocupará a presidência da Assembleia Legislativa do Estado (ALPB) em 2027. A afirmação foi feita ao comentar o chamado “Acordo da Granja”, entendimento recente que levou o deputado Adriano Galdino (Republicanos) a retirar sua pré-candidatura ao Governo do Estado. Segundo o chefe do Executivo, durante as negociações foi apenas “discutida a possibilidade” de o Republicanos permanecer no comando do Legislativo estadual, mas nenhum compromisso definitivo foi selado.
“Você não pode cravar em cima de pessoas nem de nomes”, frisou o governador, sinalizando que a escolha do presidente da ALPB para o biênio que começa em 2027 dependerá de futuras conversas dentro da base aliada e da própria conjuntura política mais adiante. O posicionamento de Azevêdo reforça a tese de que, apesar das tratativas preliminares, o espaço segue em aberto e deverá ser pautado somente quando o novo mandato se aproximar.
O “Acordo da Granja” — batizado em referência à residência oficial do governador em João Pessoa, onde as reuniões aconteceram — foi determinante para que Adriano Galdino recuasse da disputa pelo Palácio da Redenção. Na ocasião, participantes do encontro ventilaram a possibilidade de o Republicanos assegurar a presidência da Assembleia como parte do entendimento que manteve a coesão da base governista. Mesmo assim, João Azevêdo ressalta que a decisão final não foi amarrada nem vinculada à desistência de Galdino.
Ao justificar a cautela, o governador reiterou que a prioridade do momento é administrar o Estado e fortalecer a unidade dos partidos que compõem sua coligação. Qualquer debate sobre a mesa diretora da ALPB em 2027, de acordo com ele, será conduzido “no tempo certo” e a partir de critérios que contemplem todos os aliados, evitando pressões prematuras e disputas antecipadas.
Com a declaração, Azevêdo busca estancar especulações sobre um eventual acerto fechado com o Republicanos e deixa o cenário em aberto para futuras articulações. Por enquanto, a condução dos trabalhos legislativos continua sob o mesmo comando definido para o atual biênio, cabendo ao governador manter o diálogo com diferentes correntes para preservar a estabilidade política na Assembleia e no Executivo estadual.
Com informações de Paraibaonline



