O governador João Azevêdo (PSB) voltou a estabelecer paralelos entre sua gestão e a do ex-governador Ricardo Coutinho (PT). A declaração foi feita na manhã de ontem, 7 de janeiro de 2026, durante entrevista concedida ao Sistema Correio de Comunicação, em João Pessoa.
Ao ser questionado sobre o ritmo de investimentos em obras públicas, Azevêdo relembrou o período em que ocupou a Secretaria de Infraestrutura no governo de Coutinho. Segundo ele, à época existia um teto mensal de R$ 10 milhões a R$ 12 milhões destinado exclusivamente ao pagamento de contratos em andamento. “Esse era o limite que tínhamos para honrar compromissos com empreiteiras”, afirmou, sem detalhar o montante atualmente reservado para a mesma finalidade.
O governador afirmou que o modelo em vigor hoje é resultado de um planejamento “mais amplo e sustentável”, mas não apresentou números atualizados ao vivo. Ainda assim, reforçou que o governo vem priorizando cronogramas de execução “compatíveis com a capacidade de caixa”, de modo a evitar atrasos nos repasses para empresas responsáveis por obras de infraestrutura.
Azevêdo tem recorrido com frequência a comparações com o governo anterior, do qual, inclusive, foi aliado e secretário. Na entrevista, ele evitou críticas diretas, mas ressaltou que a conjuntura econômica mudou nos últimos anos, exigindo “adequações” na gestão das contas públicas. O governador mencionou, como exemplo, a necessidade de equilibrar investimentos em estradas, hospitais e escolas “sem comprometer a folha de pagamento e a manutenção de serviços essenciais”.
Ricardo Coutinho governou a Paraíba de 2011 a 2018 e filiou-se ao PT em 2021. Já Azevêdo, eleito em 2018 e reeleito em 2022, afirmou que continua a dialogar com diferentes correntes políticas, ainda que mantenha um distanciamento público do ex-aliado. Questionado sobre a possibilidade de novos ajustes na relação com Coutinho, limitou-se a dizer que “o foco é a entrega de resultados para a população”.
Durante a entrevista, o chefe do Executivo estadual também reforçou que os repasses federais passaram por revisões recentes, o que, segundo ele, influencia diretamente a disponibilidade de recursos para investimentos. No entanto, não forneceu detalhes sobre valores absolutos ou percentuais de queda.
Ao encerrar a conversa, Azevêdo reiterou que continuará apresentando dados comparativos “sempre que necessário” para demonstrar a evolução da gestão pública paraibana, mas evitou polemizar ao ser questionado sobre uma eventual reconciliação política com Ricardo Coutinho.
Com informações de Paraibaonline



