EPiC, Elvis Presley in Concert, novo documentário de Baz Luhrmann, estreou em 26 de fevereiro de 2026 exibindo imagens e áudios inéditos do cantor. O título é um acróstico: E de Elvis, P de Presley, i (minúsculo) de in e C de Concert.
O projeto nasceu durante as filmagens da cinebiografia Elvis, dirigida por Luhrmann e lançada em 2022. O cineasta teve acesso a dezenas de horas de registros de shows nunca antes vistos, material que, para preservação, estava guardado numa mina de sal.
Assim como Peter Jackson realizou Get Back com arquivos dos Beatles, Luhrmann aplicou técnicas atuais de restauração de áudio e vídeo para recuperar e aprimorar esses registros de Elvis. O documentário combina trechos de apresentações dos anos 1950, cenas dos filmes de Elvis em Hollywood, gravações de ensaios e shows ao vivo das temporadas no International Hotel, em Las Vegas, além da turnê americana de 1972.
O núcleo narrativo do filme é uma entrevista em áudio do próprio artista; há também falas disponíveis em áudio e vídeo. Segundo o texto, a força do documentário está tanto na qualidade original das performances quanto na restauração e montagem realizadas, que resultam numa experiência audiovisual intensa.
Algumas músicas foram captadas durante ensaios, em formato semelhante ao visto nos documentários Elvis É Assim (1970) e Elvis Triunfal (1972). Os números ao vivo, especialmente, são apontados como os pontos altos do filme.
O autor do texto destaca o desempenho de How Great Thou Art, apresentado como um poderoso número gospel montado em duas partes, entre as quais Elvis comenta sobre sua relação com o gospel. O filme ressalta que Elvis aprendeu a cantar na igreja e enfatiza a influência do gospel em sua formação musical.
No desfecho, EPiC inclui uma poesia de Bono Vox, intitulada American David. No poema, Bono chama Elvis de “lixo branco”, expressão usada para se referir aos brancos pobres nos Estados Unidos, e lembra que Martin Luther King foi assassinado perto da casa de Elvis, em Memphis. A poesia conclui com a frase: “Elvis devorou a América antes que a América o devorasse”.
Exibido em salas de shopping, incluindo o cinema MAG em João Pessoa, o documentário tem sido descrito pelo autor como impactante e como um encontro entre as performances extravagantes de Elvis e os recursos visuais de Baz Luhrmann.
Com informações de Jornaldaparaiba



