O Banco Central determinou a liquidação extrajudicial do Banco Pleno e da Pleno Distribuidora Títulos e Valores Mobiliários. A decisão foi anunciada em Brasília nesta quarta-feira (18) e, segundo a autoridade monetária, responde à deterioração da situação financeira e de liquidez da instituição, além de infrações às normas que regem sua atividade e ao descumprimento de determinações do próprio BC. Atualizado às 10h57 (Brasília UTC-3).
De acordo com o Banco Central, o Pleno é líder de um conglomerado classificado como S4 na regulação prudencial, de porte pequeno, que representa 0,04% do total de ativos do sistema financeiro e 0,05% das captações totais do Sistema Financeiro Nacional. A medida inclui também a distribuidora integrante desse conglomerado.
Banco Master
O Banco Pleno — conhecido anteriormente como Banco Voiter — esteve até meados de 2025 vinculado ao conglomerado do Banco Master, do empresário Daniel Vorcaro, investigado na chamada Operação Compliance Zero. A operação apura a concessão de créditos supostamente fraudulentos pelo Banco Master, incluindo tentativas de aquisição envolvendo o Banco de Brasília (BRB). As investigações apontam que as irregularidades podem atingir R$ 17 bilhões.
Pleno
O Pleno é comandado por Augusto Ferreira Lima, identificado pelo BC como ex-CEO e ex-sócio do Banco Master. Em nota, a autoridade monetária afirmou que a liquidação foi motivada pelo agravamento das condições econômico-financeiras da instituição, pela piora na liquidez e pelo não cumprimento de normas e de orientações do Banco Central.
O BC informou que poderá adotar outras providências previstas em sua competência para apurar responsabilidades e, se confirmadas irregularidades, aplicar sanções administrativas e comunicar as autoridades competentes. Entre as medidas previstas está a indisponibilidade de bens dos controladores e administradores do conglomerado prudencial Pleno.
Em comunicado ao mercado, o Banco Pleno estimou ter cerca de 160 mil credores com depósitos elegíveis ao pagamento da garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), totalizando R$ 4,9 bilhões. Segundo o banco, os pagamentos serão realizados conforme as regras do FGC, cujo limite de cobertura ordinária é de R$ 250 mil por beneficiário.
O banco orientou credores a utilizarem o Aplicativo FGC para agilizar solicitações, disponível na Apple Store e no Google Play, e explicou que, após o FGC receber a lista de credores fornecida pelo liquidante, será possível solicitar a garantia com identificação do beneficiário e indicação da conta para depósito. Por fim, o Pleno afirmou que não integra mais o conglomerado do Master, o que, segundo a instituição, alteraria os limites regulatórios aplicáveis.
Com informações de Agência Brasil



