O Bloco Amélia Nunca Mais desfilou pelas ruas de Cajazeiras no domingo, 15 de fevereiro de 2026, combinando festa e mobilização em defesa dos direitos das mulheres. A edição marcou os 16 anos do movimento, que atua no Alto Sertão paraibano com pautas feministas e campanhas contra a violência de gênero.
Na programação deste ano, a homenageada foi a professora Lúcia Silva, vinculada ao Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Paraíba (SINTEP) e ao Centro de Defesa da Mulher Márcia Barbosa. Em entrevista, Lúcia ressaltou que o propósito do bloco é proteger as mulheres e combater manifestações de assédio, preconceito e agressão, além de promover respeito nas relações entre homens e mulheres.
A reportagem também ouviu Elza Gomes, atual secretária da Mulher do município de Triunfo e militante conhecida na região do Sertão. Elza afirmou que o bloco, após 16 anos de existência, serve como espaço público para denunciar violências contra os corpos femininos e para reforçar que o “não” das mulheres deve ser respeitado. Segundo ela, a iniciativa mistura alegria e folia com a defesa da vida e da integridade das mulheres.
Neidinha Alves, professora, ativista feminista e uma das organizadoras do desfile, destacou o caráter político da iniciativa. Para Neidinha, o Amélia Nunca Mais chama a atenção para a necessidade de um carnaval sem assédio, no qual a autonomia e a individualidade das mulheres sejam preservadas, e pediu que o desejo de uma mulher — inclusive quando ela recusa aproximações — seja respeitado.
O bloco manteve a tradição de percorrer a cidade com faixas, mensagens e música, atraindo público local e ativistas. Além da cobertura em vídeo, o evento teve registro fotográfico publicado pelo veículo que acompanhou o ato.
Ao longo do percurso, as manifestações reforçaram a ligação entre celebração cultural e reivindicação por políticas públicas e conscientização sobre violência de gênero na região.
Com informações de Diariodosertao



