Neste domingo (15), o Carnaval de rua de Cajazeiras teve a presença dos tradicionais blocos do “Índio” e do “Zé Liança”, que atraíram foliões de diferentes idades e reforçaram a continuidade das manifestações populares na cidade.

O Bloco do Índio manteve a característica de transmissão familiar: a coordenação do grupo explicou que a referência surgiu com o pai do atual organizador, que durante sete décadas participou dos festejos fantasiado como índio. Após o falecimento dele, parentes e amigos combinaram de perpetuar a homenagem, mantendo viva a memória daquele considerado um importante carnavalesco local.

Edgley Antunes, coordenador do Bloco do Índio, falou à TV e à Rede Diário do Sertão sobre a origem do projeto e sobre a importância de preservar essa expressão cultural como parte do patrimônio imaterial do município.

Em outra parte da cidade, o Bloco Zé Liança também percorreu as ruas, celebrando em 2026 seu oitavo ano de existência. Incorporado ao calendário oficial de eventos de Cajazeiras, o cortejo reuniu grande público e consolidou o bloco como referência de irreverência e participação comunitária.

Frank Formiga, responsável pela coordenação do Zé Liança, recordou a trajetória do encontro que começou em 2019, quando seu avô foi homenageado na Praça do Frevo. Segundo ele, o antepassado liderava uma escola de samba, participou de concursos municipais e foi reconhecido pelo trabalho carnavalesco. Frank disse que está à frente do bloco há oito anos, mantendo o formato de confraternização entre família, amigos, conhecidos e visitantes.

A passagem dos dois blocos no domingo evidenciou o papel do Carnaval de rua como espaço de lazer e convivência, além de contribuir para a preservação e renovação de práticas culturais locais entre as gerações.

O desfile e as homenagens realizadas pelos blocos reforçam a tradição carnavalesca de Cajazeiras e a participação ativa da comunidade nas celebrações de rua.




Com informações de Diariodosertao