O ex-presidente Jair Bolsonaro deverá passar por um procedimento médico no início da próxima semana para tentar controlar uma crise de soluço, informou o cirurgião Cláudio Birolini em entrevista concedida à imprensa. O médico, responsável pelo acompanhamento do quadro, adiantou que a intervenção escolhida é considerada fora do padrão normalmente adotado para esse tipo de problema.
De acordo com Birolini, a equipe optou por realizar um bloqueio anestésico do nervo frênico. Trata-se de um método classificado como incomum no tratamento de soluços, mas que, segundo o cirurgião, pode oferecer alternativas quando outras abordagens não se mostram suficientes. O especialista não detalhou a duração exata do procedimento, limitando-se a confirmar que a aplicação está prevista para “o início da próxima semana”.
A decisão foi tomada após avaliação clínica realizada recentemente. Embora não tenham sido divulgados pormenores sobre exames ou possíveis complicações decorrentes da crise, o médico frisou que a intervenção é planejada com base em critérios de segurança e de efetividade. “É um procedimento que não se faz todos os dias para esse tipo de situação, mas tem fundamento técnico”, explicou, sem entrar em detalhes adicionais.
Birolini também informou que a execução do bloqueio ocorrerá em unidade hospitalar com estrutura para monitoramento em tempo real, mas não citou o nome do hospital nem a cidade onde Jair Bolsonaro se encontra. Segundo ele, a equipe multidisciplinar já foi acionada e segue em preparação para o atendimento.
O cirurgião acrescentou que, após a aplicação do bloqueio, Bolsonaro permanecerá sob observação médica para avaliar a resposta ao tratamento. Os próximos passos dependerão da evolução clínica nas primeiras horas e dias subsequentes. Caso o objetivo de atenuar o reflexo que desencadeia o soluço seja alcançado, a expectativa é de liberação gradual do paciente.
Até o momento, não há informações sobre a agenda pública ou atividades previstas por Bolsonaro após o procedimento. A assessoria do ex-presidente confirmou apenas que ele está concentrado na recuperação e que outros compromissos serão avaliados posteriormente, conforme orientação médica.
O histórico de crises de soluço do ex-chefe do Executivo já motivou internações anteriores, mas esta é a primeira vez que a equipe anuncia o bloqueio do nervo frênico como medida terapêutica. O procedimento, embora raro nesse contexto, foi selecionado porque oferece a possibilidade de agir diretamente sobre a origem do espasmo, segundo ressaltou o cirurgião durante a breve coletiva.
Cláudio Birolini encerrou a declaração dizendo que novas atualizações sobre o estado de saúde de Jair Bolsonaro serão divulgadas somente após a conclusão da intervenção e das avaliações iniciais. Enquanto isso, familiares e aliados aguardam novidades, mantendo reserva sobre detalhes adicionais.
Com informações de Paraibaonline



