Cajazeiras (PB) – O Corpo de Bombeiros Militar da Paraíba confirmou a existência de baterias estacionárias de chumbo-ácido no interior do prédio onde funcionava a extinta Telemar, no Centro de Cajazeiras. A informação foi repassada pelo subcomandante da corporação no município, capitão Teodózio, durante entrevista ao programa “Olho Vivo”, da Rede Diário do Sertão.
Segundo o oficial, o imóvel foi alvo de dois incêndios em um intervalo de sete dias neste mês de novembro. O primeiro ocorreu na madrugada de 6 de novembro; o segundo, na madrugada de 13 de novembro. Em ambas as ocorrências, ninguém ficou ferido.
As baterias de chumbo-ácido contêm materiais tóxicos, como chumbo, ácido sulfúrico e gases residuais. Quando armazenadas de forma inadequada em ambientes fechados, podem representar risco à saúde pública, principalmente se o local for ocupado por pessoas antes de uma descontaminação adequada.
Apesar da confirmação da presença dos equipamentos, o capitão Teodózio ponderou que não há indícios de vazamento. “Essas pequenas queimas que estão acontecendo não são diretamente nos locais onde ficam as baterias”, esclareceu. O militar afirmou ainda que, caso houvesse liberação de ácido sulfúrico em forma de gás, seria perceptível o odor característico de “ovo podre”, o que não foi constatado nas inspeções feitas pelos bombeiros.
Desde o encerramento das atividades da Telemar, o prédio encontra-se abandonado. De acordo com o subcomandante, o espaço passou a ser frequentado por pessoas em situação de rua e, possivelmente, por usuários de drogas. Há relatos de que invasores estariam queimando equipamentos para derreter plástico e retirar cobre, ação que provoca focos de incêndio recorrentes.
O Corpo de Bombeiros informou que somente ocorreria risco iminente de vazamento de substâncias tóxicas em caso de incêndio de grande proporção. Como não há sinal de contaminação, a corporação não realizou procedimentos de descontaminação no local.
Paralelamente, a Prefeitura de Cajazeiras reúne documentação para assumir provisoriamente a posse do imóvel, promover sua reforma e instalar ali um órgão público. Caso o município obtenha a autorização, deverá providenciar depósito adequado para as baterias e demais equipamentos remanescentes.
Com informações de Diariodosertao




