O Corpo de Bombeiros Militar da Paraíba (CBMPB), por meio do 3º Comando Regional de Bombeiro Militar (3º CRBM), anunciou o término, na manhã de segunda-feira (12), da força‑tarefa montada para combater o incêndio florestal na região serrana do município de Lagoa, no Sertão paraibano. A mobilização começou na quarta-feira (7) e, após cinco dias de trabalho, as chamas foram controladas.
O fogo atingiu aproximadamente 800 hectares de vegetação do bioma Caatinga, conforme estimativa oficial, nas serras do Cavalo e de Olho d’Água. Segundo o último levantamento realizado pelas equipes, não foram identificados focos ativos na área.
Denominada Operação Serra da Lagoa e integrada à Operação Queimadas, a ação foi coordenada pelo coronel Saulo Laurentino, comandante do 3º CRBM. Mais de 25 bombeiros militares e dez viaturas operacionais participaram das ações, com o deslocamento de equipes de João Pessoa, Patos, Pombal, Sousa, Cajazeiras e Princesa Isabel, além do apoio da Força Regional de Combate a Incêndios Florestais.
Com o controle das chamas, o efetivo foi reduzido gradualmente. Permanecem 11 militares dedicados ao monitoramento e à prontidão para detectar e combater eventuais novos focos até o encerramento definitivo da operação.
O apoio aéreo foi destacado na operação: no sábado (10), o Grupamento Tático Aéreo (GTA) da Secretaria de Estado da Segurança e da Defesa Social (Sesds) empregou o helicóptero Acauã 02. Em mais de uma hora de voo foram efetuados mais de 20 lançamentos de água com o bambi bucket (helibalde), com capacidade aproximada de 850 litros, direcionados a áreas de difícil acesso e a pontos que necessitavam de rescaldo.
As ações terrestres incluíram abertura de aceiros, combate direto e rescaldo. Entre as dificuldades enfrentadas pelos militares estavam o relevo acidentado, a vegetação densa, as altas temperaturas, a baixa umidade relativa do ar e as mudanças na direção dos ventos.
O acompanhamento da ocorrência contou com monitoramento por satélite pelo sistema FIRMS da NASA, pela plataforma Painel do Fogo e com o apoio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), que empregou drones com câmeras térmicas para monitoramento noturno. Os dados dessas ferramentas, aliados às verificações em solo, possibilitaram identificar pontos de possível reignição.
Durante a operação não houve registro de vítimas atendidas pelo Corpo de Bombeiros nem de animais mortos em decorrência direta das chamas ou da exposição à fumaça. Ao término das ações, não havia propriedades rurais, residências ou pastagens sob ameaça.
A Prefeitura Municipal de Lagoa prestou suporte logístico, fornecendo abastecimento de água e disponibilizando carro‑pipa, e moradores e trabalhadores locais também colaboraram nas atividades.
O CBMPB reforça orientações sobre prevenção de incêndios florestais, especialmente em períodos de altas temperaturas e baixa umidade, recomendando que a população não utilize fogo para limpeza de terrenos ou manejo de vegetação e alertando para os riscos de tentativas de combate sem orientação técnica. Em caso de incêndio ou situação de risco, o Corpo de Bombeiros deve ser acionado pelo telefone 193.
Com informações de Maispb




