Vários moradores de Santa Rita, na Grande João Pessoa, foram retirados de suas casas pelo Corpo de Bombeiros na manhã de domingo (28) após alagamentos provocados pela cheia do Rio Paraíba. O aumento no nível das águas ocorreu em meio às fortes chuvas que atingiram a Paraíba entre sexta-feira (26) e sábado (27).

Equipes de resgate utilizaram botes para socorrer famílias, incluindo crianças, de áreas inundadas. Segundo apuração da TV Cabo Branco, em pontos do Centro da cidade, como a Rua Anísio Pereira Borges, o volume de água chegou a atingir a altura do pescoço dos moradores.

Em um caso registrado na mesma área, o proprietário de uma oficina mecânica teve de retirar os veículos dos clientes para prevenir danos maiores. Os carros foram temporariamente colocados sobre uma ponte que dá acesso ao centro urbano.

A Defesa Civil de Santa Rita permanece em monitoramento desde a madrugada do sábado (27). Em função das cheias, a PB-004, na região de Várzea Nova, segue interditada.

A prefeitura preparou o Núcleo de Apoio à Cultura (NAC) para abrigar eventuais desalojados. De acordo com a Secretaria de Assistência Social, pelo menos duas pessoas receberam acolhimento no NAC. Outras cerca de 20 pessoas desalojadas procuraram abrigo na casa de parentes.

Barragem rompeu e outros pontos foram afetados

Um volume considerável de água invadiu o km 115 da BR-101, no sentido Alhandra-Recife, no sábado (27). A Secretaria da Infraestrutura e dos Recursos Hídricos da Paraíba informou que o episódio foi consequência do rompimento de uma barragem particular na região. O incidente deixou oito famílias desalojadas.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) relatou que, apesar do alto volume de água, não houve necessidade de interditar a rodovia. O tráfego ficou lento em ambos os sentidos durante a tarde, mas, após a dispersão das águas, as equipes da PRF realizaram limpeza parcial da pista e o trânsito foi normalizado ainda no sábado (27).





As ações de atendimento e monitoramento seguem em andamento nos locais afetados enquanto órgãos municipais e estaduais acompanham a situação.

Com informações de Jornaldaparaiba