A Caixa Econômica Federal credita, nesta segunda-feira (29), a parcela de junho do Bolsa Família aos beneficiários cujo Número de Inscrição Social (NIS) termina em 9.

O benefício básico pago é de R$ 600, mas, com os adicionais implementados, o valor médio recebido pelos beneficiários neste mês sobe para R$ 677,66. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, o programa alcançará 19,34 milhões de famílias em junho, com desembolso total estimado em R$ 13,08 bilhões.

Além da parcela mínima, o Bolsa Família prevê complementos específicos. O Benefício Variável Familiar Nutriz concede seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês com até seis meses, com o objetivo de garantir alimentação adequada nos primeiros meses de vida. Há também acréscimo de R$ 50 para gestantes e nutrizes, R$ 50 por cada filho de 7 a 18 anos e R$ 150 por cada criança de até 6 anos.

No modelo tradicional do programa, os pagamentos são realizados nos últimos dez dias úteis de cada mês. Os beneficiários podem consultar a data de pagamento, o valor e a composição das parcelas pelo aplicativo Caixa Tem, que gerencia as contas poupança digitais da instituição.

Pagamento unificado

Em 17 de junho, beneficiários de 207 municípios em oito estados receberam a parcela independentemente do final do NIS. A antecipação contemplou 124 cidades do Rio Grande do Norte, atingidas pela estiagem. Também foram incluídos municípios do Amazonas (3), Paraíba (31), Paraná (10), Pernambuco (27), Rio de Janeiro (1), Roraima (6) e Sergipe (5).

As localidades selecionadas sofreram impacto por chuvas, secas ou concentram povos indígenas em condição de vulnerabilidade. A relação completa dos municípios com pagamento antecipado está disponível na página do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.

Regra de proteção

Cerca de 2,26 milhões de famílias estão enquadradas na regra de proteção em junho, com benefício médio de R$ 369,27. Essa modalidade permite que famílias cuja renda aumente em razão de emprego mantenham 50% do benefício que teriam direito por até um ano, desde que cada integrante receba, no máximo, R$ 706. Neste mês, 140 mil novas famílias ingressaram nessa regra ao elevar sua renda.

Em 2025, o período máximo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano, medida aplicada apenas às famílias que passaram à etapa de transição a partir de junho de 2025. Os que entraram na regra até maio de 2025 seguirão recebendo metade do benefício por dois anos.

Com informações de Agência Brasil