O Núcleo de Extensão Cultural (NEC) de Cajazeiras recebeu, em 20 de dezembro de 2025, a 28ª edição do Caja Rock, consolidado como o festival de rock mais antigo da Paraíba. A programação reuniu bandas locais e convidados de outras cidades, mantendo a tradição de valorizar a produção autoral do Sertão.
Quatro grupos subiram ao palco para animar o público: Baião d’Doido e Trash Hunter, representantes de Cajazeiras, Anarquia Organizada, de Sousa, e The Bluesy Brothers, da capital João Pessoa. As apresentações destacaram a diversidade de estilos, passando pelo rock clássico, blues e vertentes mais pesadas, e demonstraram a vitalidade da cena musical regional.
Além dos shows, o evento abriu espaço para discussões sobre o papel feminino no rock. O debate intitulado “Rock’d’Elas” reuniu artistas e produtoras locais para tratar do protagonismo das mulheres no movimento, reforçando a necessidade de igualdade de oportunidades dentro e fora do palco.
Um dos momentos mais aguardados da noite foi a homenagem ao idealizador do festival, Osvaldo Moésia. Fundador da banda Baião d’Doido e responsável pela criação do Caja Rock em 1997, Moésia recebeu a Medalha de Honra ao Mérito, entregue pelo vereador Lualas Barrozo. A condecoração reconhece a contribuição do músico e produtor para a identidade cultural e a economia criativa de Cajazeiras.
Criado há 28 anos, o Caja Rock surgiu com a proposta de oferecer visibilidade às bandas autorais do interior paraibano. Ao longo do tempo, o evento se expandiu e tornou-se referência para artistas independentes que buscam espaço no mercado nacional. Mesmo com o crescimento, a produção mantém o foco em incentivar novos talentos e fortalecer a cadeia cultural local.
Organizadores destacam que a edição de 2025 também reforçou conexões com iniciativas de outras cidades, ampliando intercâmbios artísticos. Para acompanhar as ações futuras, o público pode seguir o perfil oficial no Instagram, @cajarockprodutora, onde são divulgadas novidades, registros de bastidores e oportunidades de participação.
A 28ª edição encerrou-se com público satisfeito, reconhecimento aos veteranos e espaço para novas vozes, assegurando a continuidade do festival como palco primordial da música alternativa no Sertão paraibano.
Com informações de Diariodosertao



