Casos de acidente vascular cerebral (AVC) tendem a ficar mais frequentes durante o verão, segundo o neurocirurgião e neurorradiologista intervencionista Orlando Maia, do Hospital Quali Ipanema, no Rio de Janeiro. O médico relatou à Agência Brasil que as altas temperaturas características do período criam condições que ampliam a vulnerabilidade da população ao problema.
De acordo com o especialista, o calor aparece como o principal fator de risco adicional nessa época do ano. Maia explica que as variações térmicas típicas dos meses mais quentes podem desencadear uma série de respostas no organismo humano, compondo um cenário propício ao surgimento do AVC. “Uma combinação de elementos se soma ao clima e acaba elevando a probabilidade de registro de novos casos”, afirmou.
O neurocirurgião observa que, a cada verão, os serviços de saúde registram aumento na procura por atendimento relacionado a sintomas neurológicos compatíveis com o acidente vascular cerebral. Embora não existam números consolidados apresentados na entrevista, o profissional frisa que a percepção é compartilhada por colegas em diferentes unidades hospitalares. “Todo ano percebemos o mesmo padrão de crescimento nos atendimentos”, relatou.
Maia chama atenção para a necessidade de vigilância constante em relação aos sinais clássicos do AVC, como fraqueza repentina em um dos lados do corpo, alteração na fala e perda de visão súbita. Ele ressalta que a identificação rápida dos sintomas e o encaminhamento imediato ao serviço de emergência podem ser determinantes para o prognóstico do paciente. O médico reforça que o atendimento especializado nas primeiras horas após o evento é decisivo para reduzir sequelas.
O especialista também pontua que a faixa etária mais velha costuma apresentar maior suscetibilidade, mas ressalta que pessoas de todas as idades podem sofrer o acidente vascular cerebral caso estejam expostas aos fatores de risco existentes no período. “A recomendação geral é manter atenção redobrada e buscar assistência médica sem demora diante de qualquer suspeita”, concluiu.
Apesar do alerta, Maia lembra que a prevenção continua sendo a melhor estratégia. Segundo ele, medidas simples, como seguir orientações médicas personalizadas e adotar hábitos saudáveis, são fundamentais para minimizar o risco de AVC ao longo de todo o ano, especialmente quando as temperaturas estão elevadas.
Com informações de Paraibaonline



