Brasília – O Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex/Camex) prorrogou por mais cinco anos as medidas antidumping aplicadas a escovas para cabelo, cadeados e pigmentos de dióxido de titânio fabricados na China, além das tarifas adicionais sobre etanolaminas provenientes da Alemanha e dos Estados Unidos.
Escovas para cabelo
De acordo com a Resolução Gecex nº 801, publicada nesta sexta-feira (24) no Diário Oficial da União, cada quilo de escovas chinesas continuará pagando US$ 8,78 além do Imposto de Importação. A sobretaxa foi instituída em junho de 2007, renovada em 2012 e 2019, e, segundo a Camex, permanece necessária para conter a prática de dumping.
Na revisão mais recente, técnicos do governo apuraram que, entre abril de 2023 e março de 2024, o produto chegou ao mercado brasileiro por cerca de US$ 8,47/kg, enquanto era vendido na China por média de US$ 17,24/kg. O Sindicato da Indústria de Móveis de Junco, Vime e Vime (Simvep), que solicitou a investigação original, estima que o segmento movimentou aproximadamente R$ 204 milhões em 2024.
Cadeados e pigmentos de dióxido de titânio
Para alguns modelos de cadeados de origem chinesa, a cobrança extra permanecerá em US$ 10,11 por quilo. Já os pigmentos de dióxido de titânio vindos da China seguirão sujeitos a sobretaxas que variam de US$ 1.148,72 a US$ 1.267,74 por tonelada, conforme o fabricante.
Etanolaminas da Alemanha e dos Estados Unidos
As etanolaminas, substâncias usadas na produção de defensivos agrícolas, cosméticos, produtos de limpeza, cimento e na indústria petrolífera, continuarão pagando tarifas adicionais que oscilam entre 7,4% e 59,3% do valor unitário. A medida está em vigor desde 2014, com breve interrupção para o produto alemão.
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A Camex justificou a prorrogação afirmando que a retirada das barreiras poderia resultar na retomada do dumping e em prejuízo para a indústria nacional.
Com informações de Agência Brasil



