A Secretaria Municipal de Saúde de Campina Grande informou, na noite desta segunda-feira (22), que um morador da cidade está com diagnóstico confirmado de raiva humana. O resultado, obtido por exames laboratoriais, foi divulgado pelo Hospital Universitário Alcides Carneiro (HUAC), onde o paciente permanece internado.
De acordo com a nota oficial, o homem foi mordido por um sagui em setembro deste ano, mas não procurou assistência médica logo após o ferimento. A demora no atendimento é apontada pela pasta como fator que contribuiu para o agravamento do quadro clínico.
Os primeiros sinais da doença surgiram em 10 de dezembro. Três dias depois, em 13 de dezembro, o paciente deu entrada no HUAC. Dois dias mais tarde, em 15 de dezembro, a equipe médica optou pela transferência para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) devido à piora rápida do estado de saúde.
Na admissão inicial, o homem apresentava agitação motora, confusão mental, alteração do nível de consciência, aerofobia, falta de ar e queda na saturação de oxigênio. O quadro evoluiu para insuficiência respiratória aguda associada a instabilidade neurológica, exigindo intubação e ventilação mecânica invasiva.
Segundo o boletim médico divulgado juntamente com a nota da Secretaria de Saúde, o estado permanece grave, porém houve melhora em alguns parâmetros nas últimas 12 horas. O paciente segue sob monitorização intensiva e acompanhamento de equipe multiprofissional especializada em casos neurocríticos.
O documento ainda ressalta que os órgãos municipais de vigilância mantêm diálogo permanente com as esferas estadual e federal para troca de informações e definição de estratégias. Novas atualizações serão repassadas à imprensa conforme a evolução clínica e o andamento das investigações epidemiológicas.
A Secretaria reforçou a importância de procurar atendimento imediato em casos de contato com animais potencialmente transmissores de raiva, especialmente quando ocorrem mordidas ou arranhões. A imunização pós-exposição é considerada a principal forma de evitar o desenvolvimento da doença em humanos.
Campina Grande não registrava confirmação de raiva humana havia vários anos. O município mantém campanha de orientação sobre a prevenção, destacando a vacinação de animais domésticos e a notificação de acidentes envolvendo espécies silvestres.
Com informações de Diariodosertao




