O cantor e compositor paraibano João Lima passou a ser alvo de investigação da Polícia Civil da Paraíba após vídeos que mostram agressões contra a esposa serem divulgados nas redes sociais. As imagens, compartilhadas no sábado (24), levaram a vítima a registrar boletim de ocorrência na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de João Pessoa.

Investigação em curso

A Polícia Civil apura o caso de violência doméstica, tendo como principal prova os vídeos captados por câmeras internas da residência do casal. De acordo com a advogada da vítima, Dayane Carvalho, as primeiras agressões ocorreram durante a lua de mel do casal, realizada logo após o casamento em novembro de 2025. Antes desse episódio, segundo a defesa, não havia registro de violência nos dois anos de relacionamento.

Em um dos episódios registrados, o casal já estava em processo de separação após a vítima ter solicitado um tempo na união. Durante esse período, a mulher retornou à casa dos pais e ainda não havia revelado os episódios de agressão.

Até o momento, a assessoria de imprensa de João Lima não se pronunciou, e nenhum familiar comentou o caso.

Trajetória musical

Natural da Paraíba, João Lima é neto de Pinto do Acordeon, um dos ícones do forró que faleceu em 2020. Filho de Cicinho Lima — cantor e ex-deputado estadual que também ocupou o cargo de secretário executivo de Cultura do Estado — e sobrinho de Mô Lima, ele seguiu os passos da família e se destacou como intérprete e autor de composições.

Em seu currículo, o artista cita parcerias com nomes como Wesley Safadão, Xand Avião e Gustavo Mioto. No São João de 2025, ele subiu ao palco na noite de abertura da maior festa junina do interior nordestino, em Patos, ao lado do pai. Além disso, João Lima realizou shows em cidades como Araruna, Rio Tinto e Soledade.

Como denunciar violência contra a mulher

  • 197 – Disque Denúncia da Polícia Civil
  • 180 – Central de Atendimento à Mulher
  • 190 – Disque Denúncia da Polícia Militar (em casos de emergência)

O caso segue em apuração para que sejam tomadas as providências legais cabíveis.

Com informações de G1