A capitã da Polícia Militar Rebeca Borges, que ocupa o cargo de secretária executiva de Segurança Urbana e Cidadania de João Pessoa, contestou publicamente, na noite de quarta-feira (8), a decisão do secretário municipal João Almeida de retirar algumas de suas atribuições no comando da Guarda Municipal. Em vídeo divulgado nas redes sociais, Rebeca garantiu que nenhuma legislação a impede de acompanhar de perto as operações de rua da corporação.
“O argumento utilizado pelo secretário até agora nas entrevistas concedidas não se sustenta. Não existe lei nenhuma que me proíba de exercer as atribuições e fiscalizações da Guarda. Nada me impede de ir para a rua com a Guarda”, declarou.
A controvérsia começou depois de Almeida anunciar a revogação de responsabilidades que, segundo ele, estariam sendo exercidas indevidamente pela capitã e que seriam prerrogativas exclusivas dos comandantes da Guarda Municipal. Entre as funções retiradas está justamente a possibilidade de participar presencialmente de ações externas da corporação.
No mesmo pronunciamento, Rebeca desmentiu a versão de que as mudanças teriam sido discutidas em uma reunião prévia. De acordo com a policial, ela não foi convidada para qualquer encontro que tratasse do assunto. “Eu não posso dizer o porquê e nem como fizeram isso comigo, porque não fui chamada para nenhuma reunião ou conversa, mesmo sempre tendo me colocado aberta ao diálogo”, afirmou.
A capitã ocupa a Secretaria Executiva de Segurança Urbana desde março de 2023 e vinha participando de fiscalizações e de atividades operacionais ao lado das equipes da Guarda Municipal. Segundo a gestora, a participação direta nas ruas faz parte de um modelo de atuação que busca aproximar a administração das demandas cotidianas de segurança.
Até o momento, João Almeida não se pronunciou novamente sobre as declarações de Rebeca. Também não há informações sobre eventuais novas reuniões entre os dois gestores para discutir a distribuição de competências dentro da pasta.
O impasse ocorre em meio a um cenário de reestruturação interna na Secretaria de Segurança Urbana e Cidadania da capital paraibana, responsável por políticas de prevenção à violência, patrulhamento de áreas públicas e segurança de prédios municipais.
Sem apresentar prazo para resolução do conflito, a capitã reiterou que pretende manter a rotina de visitas e acompanhamentos nas ruas. “Continuarei cumprindo minha função enquanto não houver qualquer dispositivo legal que me impeça”, concluiu no vídeo.
Com informações de Maispb




