Pedro Régis (PB) — O veículo empregado por Jorlan Lopes da Silva foi apreendido na madrugada desta terça-feira (22) durante uma troca de tiros entre a Polícia Militar e suspeitos vinculados a uma facção criminosa, na localidade de Pedro Régis, no Litoral Norte da Paraíba. Seis pessoas ocupavam o automóvel no momento da abordagem.

Segundo a Polícia Militar, houve confronto armado quando o carro foi interceptado. Três ocupantes foram detidos, duas pessoas ficaram feridas e foram encaminhadas ao Hospital de Mamanguape, e um sexto suspeito conseguiu fugir; até a última atualização das autoridades ele não havia sido capturado.

As detenções envolveram homens provenientes de Bayeux e Cabedelo. De acordo com a corporação, o grupo teria se deslocado até Jacaraú, também no Litoral Norte, com a intenção de promover um ataque contra uma quadrilha rival. Durante a operação policial foram apreendidas cinco armas de fogo, mais de 50 munições, três coletes à prova de balas e o próprio veículo, que foram levados para a delegacia da Polícia Civil em Mamanguape.

Quem é Jorlan Lopes da Silva

Jorlan, de 33 anos, foi preso em 13 de setembro em Mulungu. Na ocasião, a polícia informou que ele tentou se evadir usando um disfarce composto por vestido, peruca, sandálias femininas, óculos escuros e unhas pintadas e estava com uma criança de aproximadamente dois anos no colo — que não era parente. Ao ser detido, Jorlan disse à polícia que teria cometido cerca de 80 homicídios, declaração que ainda não foi confirmada oficialmente pelos investigadores.

A Polícia Civil da Paraíba apura elementos que ligam o suspeito a 16 homicídios ocorridos em cerca de três meses no Vale do Mamanguape e informou que reavaliará crimes sem autoria definida para verificar possíveis conexões. A corporação também avalia a necessidade de submeter Jorlan a exames de sanidade mental.

A prisão do investigado ganhou repercussão internacional, tendo sido noticiada por publicações como a revista People, o jornal Primera Hora (Porto Rico), o TN8 (Nicarágua), OKC Fox e a emissora WJLA, entre outros veículos.

A investigação aponta ainda possível ligação de Jorlan com uma facção originária do Rio de Janeiro que atua na Paraíba. Segundo a polícia, após fugir de um confronto em Rio Tinto ele teria se escondido em uma comunidade de Cabedelo associada ao grupo. A partir de trabalho de inteligência, policiais identificaram o imóvel onde ele estava e passaram a monitorar os deslocamentos do grupo; com apoio da Polícia Rodoviária Federal foi localizado o veículo usado pela quadrilha.

Em operação que durou cerca de 48 horas, Jorlan foi finalmente capturado em Mulungu; na ação também foram presos outros dois suspeitos, apontados por autoridades como ligados à mesma facção. Depois da audiência de custódia, ele foi encaminhado ao Presídio Sílvio Porto, em João Pessoa.

Com informações de G1