Quem: Lorena (Alanis Guillen, 28) e Juquinha (Gabriela Medvedovski, 33), personagens da novela Três Graças.
O que: O relacionamento entre Lorena e Juquinha é mostrado de forma aberta na novela das nove da Globo, com beijos, relações sexuais e a representação de episódios de homofobia. O casal também protagoniza uma novelinha vertical derivada, chamada Loquinha, com 25 episódios de aproximadamente três minutos cada.
Quando e onde: Três Graças é exibida no horário nobre da Globo desde outubro do ano passado. A novelinha vertical Loquinha foi disponibilizada pela emissora há poucos dias.
Como: Na trama, Lorena é filha do vilão Santiago Ferette e Juquinha é filha do desembargador Henrique Fragoso. As personagens se conhecem em um jantar na casa de uma amiga em comum, apaixonam-se à primeira vista e começam a namorar após poucos encontros. A relação é mostrada de maneira explícita na novela — elas se beijam na boca, têm cenas íntimas e discutem abertamente o que acontece entre as duas.
Contexto e comparações: A presença de um casal lésbico em Três Graças é colocada em contraste com representações anteriores na teledramaturgia da Globo. Na novela original Vale Tudo (1988/89) havia o casal Cecília (Lala Deheinzelin) e Laís (Cristina Prochaska), que vivia junto e administrava uma pousada em Búzios; a relação era mostrada de forma sutil e a personagem Cecília morreu em um acidente. Em Mulheres Apaixonadas (2003) havia o casal Clara (Alinne Moraes) e Rafa (Paula Picarelli), cujo único beijo na tela foi um selinho no capítulo final, durante uma encenação de Romeu e Julieta, em que Rafa interpretou Romeu.
Formato e recepção: Loquinha é produzida no formato vertical, pensado para visualização em celulares, e tem linguagem mais ágil do que os capítulos tradicionais da novela. O público e a crítica têm destacado o sucesso do casal dentro da novela e nas redes, e a coluna que relata os fatos aponta que a visibilidade de Lorena e Juquinha na faixa das nove representa um avanço na representação LGBTQIAPN+ na teledramaturgia brasileira.
As personagens têm sido descritas como um caso mais próximo da realidade, com conquistas e enfrentamento de homofobia, e o material paralelo reforça a presença do casal tanto na programação tradicional quanto em conteúdo digital.
Com informações de Jornaldaparaiba



