Unidades de saúde de Sousa, na Paraíba, registraram aumento expressivo no número de atendimentos por infecções popularesmente chamadas de “virose da mosca”. Segundo informações da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e do Hospital Regional da cidade, as duas unidades passaram a receber até 300 pacientes por dia, até essa terça-feira (24).
Na UPA, a direção informou que a média diária de atendimentos subiu de 180 para um intervalo entre 260 e 300 pacientes. As queixas mais comuns são diarreia, dor abdominal, vômito, náuseas e febre. Profissionais relatam episódios de desidratação rápida, com maior risco entre idosos.
Também foi comunicado que todos os leitos da UPA estão ocupados, incluindo oito leitos de enfermaria, dois de isolamento e a área verde destinada a atendimentos adicionais.
No Hospital Regional de Sousa o cenário é semelhante: o número de pacientes aumentou quase quatro vezes, saindo de cerca de 80 para aproximadamente 300 atendimentos diários.
Contexto e causas
Profissionais de saúde relacionam a elevação dos casos ao período sazonal entre os meses de março e julho, quando há maior circulação de vírus e bactérias transmitidos por insetos. Entre as enfermidades com maior incidência estão infecções gastrointestinais, síndromes respiratórias e arboviroses.
O que é a “virose da mosca”?
O termo “virose da mosca” não corresponde a uma doença única, mas a um conjunto de infecções causadas por vírus e bactérias que podem ser disseminadas por insetos. A transmissão costuma ocorrer em situações de contaminação de alimentos, água exposta e falta de higiene adequada.
Principais sintomas
Os sinais relatados incluem diarreia intensa, vômito, dor abdominal, febre e náuseas. Pacientes descrevem, em vários casos, sintomas fortes que chegam a incapacitar temporariamente para as atividades diárias.
Como se prevenir
As autoridades de saúde orientam medidas simples: lavar bem as mãos; higienizar alimentos antes do consumo; evitar alimentos expostos; e usar máscara ao apresentar sintomas respiratórios. Também recomendam procurar atendimento médico se os sinais persistirem ou se houver agravamento.
O aumento dos atendimentos reforça o apelo para que a população redobre os cuidados com higiene e busque assistência quando necessário.
Com informações de Paraiba



