A Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES-PB) registrou 7.723 casos prováveis de dengue entre 4 de janeiro de 2025 e 3 de janeiro de 2026, redução de 48% em relação ao ano anterior, quando foram notificadas 14.789 ocorrências. O dado foi divulgado nesta terça-feira (7) e integra o balanço anual de arboviroses divulgado pelo órgão estadual.
No mesmo período, o estado somou 567 casos prováveis de chikungunya, 20 de zika e 651 de oropouche, totalizando 8.963 ocorrências de doenças transmitidas por mosquitos. A dengue concentrou 86% das notificações de arboviroses em 2025.
Óbitos confirmados
O levantamento confirma nove mortes por dengue em 2025. Cinco delas ocorreram em João Pessoa; as demais foram registradas em Campina Grande, Solânea, Tavares e São Domingos do Cariri. A SES-PB também confirmou dois óbitos por chikungunya, um em Campina Grande e outro em Prata.
Alerta para sintomas
A técnica responsável pela Vigilância das Arboviroses da SES-PB, Carla Jaciara, reforçou a necessidade de procurar atendimento médico nos primeiros sinais de suspeita. “Febre, dor de cabeça, náuseas, manchas na pele e, principalmente, dor abdominal são sinais de alerta importantes. Diante de qualquer um desses sintomas, é fundamental buscar o serviço de saúde para notificação oportuna”, afirmou.
Ela acrescentou que a eliminação de criadouros é essencial durante todo o ano, não apenas em períodos de chuva. “A população precisa manter vasilhas, caixas d’água e outros recipientes devidamente tampados ou secos para impedir a proliferação do Aedes aegypti”, completou.
Situação em 2024
Entre janeiro e 28 de dezembro de 2024, a Paraíba contabilizou 14.789 casos prováveis de dengue, equivalentes a 89,11% de todas as arboviroses notificadas naquele ano. O volume representou alta de aproximadamente 100% em comparação a 2023, quando o estado registrou 7.208 ocorrências.
Na mesma base de comparação, os diagnósticos de chikungunya subiram 18%, passando de 1.449 para 1.711, com cinco mortes distribuídas nos municípios de Sapé, João Pessoa, Campina Grande, Pirpirituba e Monteiro. A zika, por outro lado, apresentou queda de 18%, de 118 para 97 casos, sem registros de óbitos.
O monitoramento da SES-PB é contínuo e serve de base para direcionar ações de vigilância, campanhas de conscientização e distribuição de insumos a municípios paraibanos.
Com informações de G1



