Cerca de 500 famílias ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocuparam, na quarta-feira (15), a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em João Pessoa. A ação integra uma mobilização nacional que ocorre até a próxima sexta-feira (17).
Segundo os organizadores, a manifestação reúne pessoas de várias regionais da Paraíba e tem o objetivo de pressionar autoridades por medidas relacionadas à reforma agrária. Ao tomar o prédio do órgão federal, o grupo exigiu a retomada de políticas públicas voltadas ao campo e ao assentamento de famílias.
Em nota divulgada pelo movimento, foi destacada a reivindicação pela “retomada imediata das vistorias”. Além disso, o MST pediu avanço em ações destinadas à criação e regularização de assentamentos, ao apoio à produção agrícola e ao acesso a crédito e moradia para famílias acampadas.
Entre as principais demandas apresentadas pelos manifestantes estão o assentamento de famílias que permanecem em acampamentos, facilitação do acesso a linhas de crédito, políticas públicas para moradia no campo e estímulos à produção agrícola. O grupo também solicita medidas específicas de combate ao trabalho escravo contemporâneo.
A mobilização faz parte da denominada Jornada Nacional de Lutas, que, conforme o MST, engloba um conjunto de atividades em estados por todo o país. As ações previstas incluem ocupações de prédios públicos, marchas, vigílias, plantios e iniciativas de solidariedade voltadas às comunidades rurais.
Na Paraíba, a ocupação da sede do Incra foi apresentada pelo movimento como uma reafirmação da organização e unidade das famílias em torno da pauta da reforma agrária. O movimento informou que as atividades locais se somam às demais ações programadas nacionalmente até o término da jornada.
O evento em João Pessoa seguiu sem detalhamento público, até o momento, sobre negociações ou prazos definidos entre os manifestantes e representantes do Incra.
Com informações de Jornaldaparaiba



