O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yvan Gil, afirmou neste sábado, 3 de janeiro, que conversou por telefone com o chanceler do Brasil, Mauro Vieira. Segundo o venezuelano, o chefe da diplomacia brasileira manifestou “enérgica condenação” à operação militar conduzida pelos Estados Unidos em Caracas, ação que incluiu bombardeios contra a capital e levou à captura do ditador Nicolás Maduro.
De acordo com Gil, a ligação representou um gesto de solidariedade do governo brasileiro diante dos acontecimentos na Venezuela. O ministro venezuelano relatou nas redes sociais que Vieira expressou preocupação com o uso de força estrangeira em território latino-americano e reiterou a importância de preservar a soberania do país vizinho. “Recebemos o apoio do chanceler Mauro Vieira, que rechaçou firmemente a agressão perpetrada pelos EUA”, escreveu Gil.
A conversa telefônica ocorreu poucas horas depois de as forças norte-americanas executarem a ofensiva que resultou nos bombardeios em áreas estratégicas de Caracas e na subsequente captura de Maduro, apontado como ditador pelo governo norte-americano. O episódio elevou ainda mais a tensão política regional e provocou reações de distintos governos da América do Sul, que acompanham os desdobramentos com atenção.
Durante o contato, Mauro Vieira teria reforçado a posição histórica do Brasil de defender soluções diplomáticas para crises internas e de condenar ações unilaterais que possam comprometer a estabilidade de países vizinhos. Conforme descrito por Gil, o chanceler brasileiro pediu respeito ao direito internacional e enfatizou a necessidade de diálogo para a retomada da normalidade institucional venezuelana.
Yvan Gil agradeceu publicamente o telefonema, classificando-o como sinal de “fraternidade latino-americana”. Ele destacou que a cooperação entre Caracas e Brasília permanece essencial em meio ao cenário de incertezas criado pela intervenção militar norte-americana. “Seguiremos trabalhando juntos para proteger a paz em nossa região”, acrescentou o ministro, sem detalhar próximos passos da diplomacia venezuelana.
A chancelaria do Brasil ainda não emitiu nota oficial sobre a ligação.
Com informações de Paraibaonline


