O prefeito de João Pessoa e pré-candidato ao Governo da Paraíba, Cícero Lucena (MDB), anunciou nesta quinta-feira (5) que recorrerá ao Judiciário para impedir qualquer processo de privatização da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa). Em discurso durante a abertura dos trabalhos legislativos da Câmara Municipal, ele voltou a criticar a gestão estadual de abastecimento e saneamento, atualmente sob o comando do governador João Azevêdo (PSB).

Cícero destacou que o contrato de concessão entre o município e a Cagepa, renovado em 2023, não prevê a transferência dos serviços para a iniciativa privada. “O contrato com a Cagepa não autoriza a privatização da concessão. Vamos enfrentar isso judicialmente, porque foi um compromisso assumido na campanha passada e seguimos mantendo nossos compromissos”, afirmou o prefeito.

Questionamentos sobre a gestão e investimentos

No pronunciamento, o gestor municipal acusou o governo do Estado de atrasar repasses e de utilizar a tarifa social paga pelos consumidores de João Pessoa para cobrir déficits de outros municípios. Segundo Cícero Lucena, a capital paraibana acaba sendo penalizada, recebendo menos recursos em investimentos do que o valor efetivamente arrecadado.

Para sustentar a defesa de seu ponto de vista, o prefeito revelou que a administração de João Pessoa chegou a avaliar propostas de empresas privadas que apresentariam condições mais vantajosas para obras de saneamento. Ainda assim, optou pela renovação da parceria de 30 anos com a Cagepa, acordo firmado quando ele e o governador João Azevêdo ainda mantinham aliança política.

A iniciativa de investimentos em saneamento na capital, acrescentou o pré-candidato, tem sido tocada principalmente por meio de um fundo próprio do município, em razão dos atrasos nos repasses estaduais. Cícero Lucena não informou valores específicos dos aportes realizados, mas ressaltou que a autonomia municipal tem compensado as falhas na gestão estadual.

O portal Conversa Política entrou em contato com a assessoria da Cagepa para obter esclarecimentos e aguarda posicionamento oficial da companhia.

Com informações de Jornaldaparaiba