A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) emitiu uma nota oficial em que rejeita ter produzido, autorizado ou participado da criação ou divulgação de informações falsas vinculadas ao processo eleitoral em curso. O comunicado foi divulgado após uma acusação pública do candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL).

Bolsonaro havia afirmado que “a maior fake news da campanha” seria a história de que ele retiraria de Nossa Senhora da Aparecida o título de padroeira do Brasil, e alegou que o Partido dos Trabalhadores vinha tentando propagar a versão com o auxílio de pessoas ligadas à CNBB. Em seguida ele voltou a se pronunciar agradecendo à Conferência por desmentir a alegação.

No texto divulgado, a CNBB diz repudiar a produção e o uso de informações falsas, “independentemente de sua origem ou de quem possam beneficiar ou prejudicar”, e deixou claro que não faz parte de qualquer organização político-partidária, nem apoia candidatos ou legendas.

A nota também explica que as posições públicas da entidade sobre temas eleitorais decorrem de sua missão pastoral e dos princípios expostos em seus documentos institucionais. Segundo a Conferência, essas posições são orientadas pela dignidade humana, pelo bem comum, pela defesa da democracia e pela liberdade de consciência.

O comunicado da CNBB surge no contexto de uma disputa eleitoral em que afirmações sobre crenças religiosas e símbolos nacionais têm circulado nas redes e em declarações públicas. A entidade buscou, com a nota, afastar qualquer vínculo institucional com a circulação daquela narrativa específica.

Após a divulgação do posicionamento da CNBB, Flávio Bolsonaro publicou novo pronunciamento agradecendo à entidade por confirmar que a informação sobre a padroeira do Brasil configuraria uma notícia falsa que teria sido ampliada, segundo ele, pelo PT.

O esclarecimento da Conferência encerra, por enquanto, a posição oficial da instituição sobre essa acusação concreta.

Com informações de Polemicaparaiba