Os permissionários do Mercado Central de João Pessoa continuarão a trabalhar no espaço até que a Prefeitura encontre um local definitivo para a realocação durante as obras de reforma. A informação foi confirmada pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedurb) após reunião realizada com a associação dos comerciantes na quinta-feira (30).
Na manhã desta quinta, os trabalhadores promoveram um protesto em frente ao Mercado Central, no Centro da capital, quando ergueram barricadas e atearam fogo em pneus e pedaços de madeira, bloqueando o tráfego na região. A Polícia Militar e a Guarda Municipal foram acionadas para acompanhar a ocorrência.
Durante o encontro entre a Sedurb e representantes da associação, com a participação do secretário Marmuthe Cavalcanti, ficou decidido que os comerciantes não serão obrigados a deixar o local enquanto não houver um espaço alternativo definido. A secretaria explicou que a notificação anterior, que dava prazo de 72 horas para desocupação, foi enviada por formalidade administrativa — um procedimento previsto no Código de Posturas — com o objetivo de abrir canal para diálogo sobre a mudança.
A líder da associação, Márcia Medeiros, afirmou que já foram apresentadas propostas de locais para abrigar os trabalhadores durante a reforma. A primeira sugestão é a área ao lado de um supermercado no Centro, com instalação de tendas nas ruas próximas. Márcia também informou que uma comissão permanente foi formada para acompanhar as negociações com a Prefeitura.
Os comerciantes que ocupam atualmente a área onde será erguida uma garagem vinculada ao projeto relataram apreensão com a possibilidade de despejo sem alternativa. Elisabeth Araújo, proprietária de um bar dentro do Mercado, afirmou que fiscais deram prazo de 72 horas, mas não indicaram um local de trabalho temporário, ressaltando suas despesas e responsabilidades familiares.
A intervenção no Mercado Central integra a requalificação e ampliação autorizada pelo prefeito Cícero Lucena em dezembro de 2025. O projeto tem previsão de investimento de R$ 31,9 milhões e conclusão até o fim de 2027, segundo a Prefeitura.
Com as definições tomadas na reunião, os comerciantes permanecerão nas suas bancas até que a administração municipal apresente e confirme um espaço para a transferência durante a execução das obras.
Com informações de G1



