Entre setembro de 2024 e setembro de 2025, o comércio bilateral entre o Brasil e o Reino Unido subiu 10,5%, totalizando US$ 17,3 bilhões. A informação consta no relatório Brazil–UK Trade and Investment Factsheet, divulgado pela Câmara Britânica de Comércio e Indústria no Brasil (Britcham).

Desse montante, US$ 10,4 bilhões correspondem a exportações do Reino Unido para o Brasil, enquanto o país exportou US$ 6,9 bilhões ao mercado britânico, o que representa um crescimento de 13,3% em um ano.

Saldo comercial e diversificação

O documento aponta que o Reino Unido manteve superavit comercial de aproximadamente US$ 3,5 bilhões frente ao Brasil, resultado atribuído ao peso dos serviços britânicos na balança bilateral. Apesar de o Brasil ocupar apenas a 26ª posição entre os parceiros comerciais do Reino Unido, o ritmo recente de crescimento sinaliza intensificação nas trocas e maior diversificação da pauta.

Fortalecimento dos serviços britânicos

Conforme a Britcham, serviços responderam por pouco mais de 50% do total exportado pelo Reino Unido, crescendo 10,9% em 12 meses. Entre os segmentos em destaque estão serviços empresariais e técnicos, financeiros, de transporte e viagens. As exportações de bens britânicos, por sua vez, avançaram 6,5%.

Crescimento das exportações brasileiras

No lado brasileiro, o desempenho foi puxado principalmente pelas vendas de bens, que cresceram 15,4%. Os principais itens exportados foram bebidas e tabaco, carnes e produtos cárneos e máquinas e equipamentos industriais intermediários. As importações de serviços do Brasil também avançaram, em torno de 9,2%, contribuindo para a expansão do comércio total.

O presidente da Britcham, Fabio Caldas, ressalta que o aumento nos estoques de investimento direto entre os dois países indica que esse movimento de crescimento ocorre em paralelo a um compromisso de longo prazo das empresas. “Esse crescimento consistente reflete uma mudança importante na relação entre os dois países. O comércio deixou de ser focado apenas em bens tradicionais e passou a incorporar cada vez mais serviços, que têm maior valor agregado e criam vínculos mais duradouros entre as empresas brasileiras e britânicas”, afirma Caldas.

O relatório evidencia, assim, um cenário de ampliação das trocas comerciais que, além de intensificar o volume, ganha complexidade e valor agregado, reforçando as perspectivas de crescimento mútuo em setores estratégicos.

Com informações de Agência Brasil