O médico Frederico Clemente explicou, em entrevista ao programa Nossa Gente, da TV Diário do Sertão, como reconhecer um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e quais medidas adotar ao perceber os primeiros sinais. A conversa abordou as causas, os dois tipos principais de AVC e a urgência do atendimento médico.
Clemente dividiu o AVC em duas categorias com comportamentos distintos no organismo: o isquêmico e o hemorrágico. Para facilitar o entendimento, ele usou uma comparação: o AVC isquêmico seria como uma mangueira que é fechada de repente, deixando a planta sem água; já o hemorrágico seria como a mesma planta recebendo água em excesso, também levando à morte.
Segundo o médico, fatores associados ao estilo de vida moderno e a doenças crônicas elevam o risco de ocorrência do AVC. Entre as principais causas apontadas estão hipertensão, diabetes, obesidade, sedentarismo e alimentação inadequada. Clemente destacou ainda que situações de estresse e privação de sono colaboram para aumentar a probabilidade do evento vascular.
O especialista ressaltou a importância de identificar rapidamente os sintomas mais frequentes: dificuldade ao falar, paralisia facial e perda de força no lado oposto ao da lesão cerebral. Ele recomendou o uso de um procedimento simples adotado por equipes de resgate para avaliar a vítima: pedir que a pessoa sorria, observe-se assimetrias na boca; solicitar que fale algo; e pedir para movimentar os braços. Caso haja alteração em qualquer um desses testes, deve-se acionar imediatamente o serviço de urgência.
Clemente advertiu contra tratamentos caseiros ou a espera pela melhora espontânea dos sintomas. Ele enfatizou que o tempo é fator determinante para reduzir sequelas e aumentar as chances de recuperação, tornando imprescindível o encaminhamento rápido para atendimento hospitalar especializado.
O programa Nossa Gente vai ao ar todas as quintas-feiras, das 11h ao meio-dia, na TV Diário do Sertão, e é apresentado por David Edson. Na edição do programa desta quinta-feira (20) foi exibida a entrevista completa com o médico.
Encerrar a divulgação das orientações sem intervenção médica adequada pode comprometer a evolução do quadro; por isso, a recomendação é buscar socorro sem demora ao identificar os sinais descritos.
Com informações de Diariodosertao




