A psicopedagoga Alice Dias orienta estudantes sobre a construção de um cronograma de estudos para o Enem 2026, destacando que a organização deve ser realista e adaptada à rotina individual de cada candidato. Segundo a especialista, o objetivo é distribuir aprendizagem, revisão e prática de forma sustentável, evitando longas jornadas que não possam ser mantidas.

Quando será o Enem 2026?

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) agendou o Exame Nacional do Ensino Médio para dois domingos: 8 e 15 de novembro de 2026. No primeiro domingo estarão as provas de Linguagens, Ciências Humanas e a redação; no segundo, Ciências da Natureza e Matemática.

Por que planejar o cronograma?

De acordo com Alice Dias, um cronograma oferece visão clara sobre o volume de conteúdos e as habilidades cobradas pelo Enem, permitindo que o estudante distribua tarefas ao longo da semana e construa autonomia. A organização também facilita a criação de um hábito de estudo, reduzindo a sensação de sobrecarga.

Como começar a montar a rotina?

O primeiro passo é listar os temas que exigem estudo e comparar essa lista com a rotina atual, para identificar períodos livres. A especialista recomenda definir horário de início e término das sessões, agendar pausas e prever um tempo de emergência para imprevistos, evitando acúmulo de conteúdo.

Alice orienta que iniciantes aumentem progressivamente a duração das sessões. Em vez de estabelecer metas irreais, o estudante deve criar um plano aplicável — por exemplo, começar com tempos curtos e ampliar conforme o hábito é consolidado.

Como distribuir as matérias na semana?

O Enem cobre quatro áreas: Linguagens, Ciências Humanas, Ciências da Natureza e Matemática. A sugestão de Dias é alternar essas áreas ao longo da semana para evitar longos períodos sem contato com qualquer disciplina. Quem tem maior dificuldade em determinada área pode dedicar mais tempo a ela, mantendo atenção às demais.

A redação precisa constar no cronograma de forma regular, com prática e revisão frequentes.

Como identificar conteúdos que exigem mais atenção?

A recomendação é avaliar o próprio desempenho: estudantes do ensino médio podem consultar provas e boletins anteriores; candidatos de cursinho devem refazer exames passados para mapear erros. É importante investigar a origem das falhas — se são lacunas de conteúdo, problemas de interpretação, falta de atenção ou dificuldade na aplicação de conceitos — para direcionar a revisão.

O que fazer na reta final?

Nos meses que antecedem a prova, a sugestão é montar uma lista de prioridades, privilegiando temas que ainda geram dúvidas, sem abandonar a revisão do que já foi estudado. Simulados são ferramentas essenciais: ao refazer provas, o estudante deve usar os erros identificados para orientar estudos e consolidar o aprendizado.

Quantas horas por dia dedicar?

Não há um número universal de horas. Segundo Alice Dias, o tempo ideal é aquele compatível com a rotina do estudante. A qualidade do estudo deve ter peso igual à quantidade de horas. Pausas curtas entre sessões são importantes para recuperar a atenção e assimilar informações.

Por fim, o cronograma deve ser flexível: caso algo não saia conforme o planejado, é possível reorganizá-lo sem tentar compensar tudo de uma vez. A autonomia para adaptar a rotina é parte do processo de preparação.

Com informações de Jornaldaparaiba