O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), indicou que a Casa não deve instaurar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar o escândalo envolvendo o Banco Master. A informação foi divulgada pelo jornal O Estado de São Paulo, que acompanhou reunião recente entre Motta e líderes partidários para debater a pauta legislativa.

De acordo com a reportagem, durante o encontro, representantes das principais legendas do Legislativo manifestaram resistência à abertura de uma CPI. Eles justificaram que, no momento, a prioridade do Congresso está voltada para a análise de propostas econômicas e temas de interesse imediatos da população.

Para a criação de uma CPI é preciso reunir o apoio de, pelo menos, um terço dos deputados federais — o que atualmente corresponde a 171 parlamentares. Além disso, a proposta precisa ser encaminhada e votada em plenário dentro de cinco sessões após sua apresentação.

No entanto, segundo líderes de bancadas, não há quórum nem articulação suficiente para aprovar o requerimento que daria início aos trabalhos de investigação sobre as denúncias de irregularidades envolvendo operações financeiras e concessão de crédito pelo Banco Master.

O escândalo ganhou repercussão após reportagens e pedidos de esclarecimentos sobre supostas falhas na fiscalização das atividades da instituição financeira. Embora a oposição tenha defendido a necessidade de aprofundar a apuração por meio de uma CPI, a cúpula do Congresso agora avalia que o tema não avançará, ao menos nesta legislatura.

Com o impasse, a expectativa é que o assunto seja arquivado e volte à pauta apenas se surgirem novos fatos ou pressão política mais intensa. Até lá, o Executivo e órgãos reguladores permanecem responsáveis por conduzir eventuais apurações administrativas e judiciais sobre o caso.

O Legislativo segue, portanto, focado na tramitação de projetos que tratam de reforma tributária, auxílio aos Estados e ações de enfrentamento à crise econômica provocada pela pandemia.

Com informações de Paraibaonline