Um homem com deficiência física foi encontrado morto na madrugada desta sexta-feira, 21 de novembro, em frente a um condomínio situado na divisa dos bairros Colinas do Sul e Gramame, zona sul de João Pessoa. Segundo a Polícia Civil da Paraíba, o corpo apresentava múltiplos ferimentos compatíveis com tortura.
De acordo com informações repassadas pela corporação, a vítima estava sem roupas e tinha lesões causadas por objetos contundentes, golpes de faca e um disparo de arma de fogo. Perto do cadáver, os investigadores recolheram um bilhete com a mensagem: “tarado é bala”. Nenhum documento de identificação foi encontrado, e a identidade do homem não havia sido confirmada até a publicação desta matéria.
Peritos da Gerência de Medicina e Odontologia Legal (Gemol) realizaram o levantamento na cena do crime durante a madrugada. O local, apesar de ser área residencial, permaneceu vazio enquanto a perícia era conduzida. Familiares da vítima ou moradores das proximidades não compareceram para fornecer informações, situação que, segundo os policiais, dificultou a coleta de testemunhos imediatos.
Investigação em andamento
A Delegacia de Homicídios de João Pessoa assumiu o caso. Investigadores trabalham para identificar a vítima, apurar a autoria e esclarecer a motivação do crime. Imagens de câmeras de segurança instaladas em ruas próximas ao condomínio estão sendo solicitadas para análise. Até o momento, não há suspeitos detidos.
As autoridades não descartam nenhuma linha de investigação, mas ressaltam que o bilhete deixado ao lado do corpo pode indicar uma possível justificativa usada pelos autores para o assassinato. A polícia reforça o pedido para que moradores da região entrem em contato por meio do Disque-Denúncia 197 caso possuam qualquer informação que contribua para o esclarecimento do homicídio.
Ainda não há previsão para divulgação de resultados da perícia. O corpo foi encaminhado ao Instituto de Polícia Científica (IPC) da capital, onde passará por exames complementares que devem confirmar a causa exata da morte e auxiliar na identificação.
O caso seguirá sob investigação da Polícia Civil, que mantém o andamento sigiloso até que novas evidências sejam reunidas.
Com informações de G1



