Os gastos do Governo Federal registraram expansão ao longo das últimas administrações, com variações nos ritmos de aumento conforme o período e as circunstâncias econômicas. Levantamento sobre a evolução das despesas aponta taxas médias anuais distintas entre os mandatos, com picos em dois períodos do governo Luiz Inácio Lula da Silva e freios em fases de maior restrição fiscal.
As maiores médias de crescimento ocorreram no segundo mandato de Lula (2007-2010), quando os gastos avançaram 9,8% ao ano, e nos primeiros dois anos do atual governo Lula (2023-2024), com alta média de 9,2% ao ano. Em contraste, os menores incrementos foram observados durante o período de 2015-2016, no governo Dilma Rousseff, com 0,4% ao ano, e na gestão de Michel Temer (2016-2018), com 0,5% ao ano.
O estudo detalha ainda a evolução por mandato: Fernando Henrique Cardoso (1999-2002) registrou crescimento médio anual de 5,0%; primeiro mandato de Lula (2003-2006), 6,1%; Dilma Rousseff (2011-2014), 4,0%; Jair Bolsonaro (2019-2022), 3,1%; e os dois primeiros anos do atual governo Lula (2023-2024), 9,2%.
Segundo os dados, a trajetória das despesas públicas reflete fatores como inflação, desempenho econômico, arrecadação tributária e as prioridades definidas por cada administração. Em fases de expansão econômica, aumento de renda e do emprego tende a elevar a arrecadação e ampliar a capacidade de investimentos e programas sociais. Já em momentos de crise, o controle das despesas é adotado para tentar evitar deterioração das contas públicas.
Orçamento da União para 2026
O projeto orçamentário da União para 2026 totaliza R$ 6,54 trilhões e destaca as principais rubricas de destino dos recursos. A Dívida Pública Federal continua sendo a maior parcela, com previsão de R$ 2,86 trilhões. Em seguida aparecem a Previdência Social, com R$ 1,15 trilhão, e as transferências constitucionais e legais, que somam R$ 635 bilhões.
Entre os ministérios, as maiores dotações previstas são: Ministério do Desenvolvimento Social (R$ 301 bilhões), Ministério da Saúde (R$ 271 bilhões) e Ministério da Educação (R$ 234 bilhões). Também constam valores relevantes para o Ministério da Defesa (R$ 142 bilhões), o Ministério do Trabalho (R$ 124 bilhões) e os Encargos Financeiros da União (R$ 132 bilhões).
Programas sociais prioritários
O orçamento reserva recursos para programas sociais considerados prioritários pelo governo. O Bolsa Família tem alocação prevista de R$ 158,6 bilhões. O programa Pé-de-Meia, destinado a incentivar financeiramente estudantes do ensino médio, contará com R$ 11,47 bilhões. Já o auxílio para aquisição de gás de cozinha por famílias de baixa renda está previsto em R$ 4,7 bilhões.
Os números divulgados mostram que, mesmo com políticas de contenção em determinados momentos, o total das despesas federais seguiu aumentando ao longo das últimas décadas, variando conforme o contexto econômico e as escolhas de cada gestão.
Com informações de Polemicaparaiba



