A Prefeitura de Campina Grande atravessa uma crise financeira que já reflete em diferentes áreas do município. Salários atrasados na Saúde, bloqueio de repasses federais e a interrupção da reforma da antiga sede municipal compõem o quadro de dificuldades enfrentado pela gestão do prefeito Bruno Cunha Lima.

Atrasos na folha da Saúde

Servidores contratados da Secretaria Municipal de Saúde ainda não receberam o pagamento referente a outubro. Funcionários efetivos também protestaram no início de novembro, marcando a quarta manifestação da categoria somente em 2024.

Verba da Saúde esgotada

Em entrevista ao programa Arapuan Verdade, da Rádio Arapuan FM, nesta terça-feira (21), o secretário executivo de Finanças, Felipe Gadelha, afirmou que os R$ 165 milhões destinados ao setor já foram integralmente utilizados nos nove primeiros meses do ano. A continuidade dos serviços dependerá de emendas impositivas apresentadas por parlamentares.

Bloqueio do FPM

O Fundo de Participação dos Municípios (FPM) ficou bloqueado devido a débitos com o Tesouro Nacional. De acordo com a administração municipal, a restrição foi resolvida nesta terça-feira (21).

Obra parada e invasão

Na madrugada de hoje, vândalos invadiram o prédio localizado na Avenida Floriano Peixoto, antiga sede do Executivo campinense, fechado para reforma desde julho de 2023. Foram levadas duas estantes consideradas sem uso. A prefeitura informa que os recursos para a obra estão garantidos por meio de empréstimo com o Fonplata, mas os trabalhos ainda não começaram.

Sem líder do governo na Câmara Municipal e sob pressão de sua própria base, o prefeito busca alternativas para equilibrar as contas enquanto a segunda maior cidade da Paraíba contabiliza os impactos da crise.

Com informações de paraiba.com.br