A senadora Daniella Ribeiro (PP) ocupou a tribuna do Senado, nesta terça-feira (13), para repudiar a demonização do Partido dos Trabalhadores (PT) em cultos e outras manifestações religiosas. Ao se apresentar como evangélica, afirmou que nenhum postulante a cargo público merece ser idolatrado e que os fiéis devem refletir de forma crítica sobre o cenário eleitoral no segundo turno entre o presidente Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

Daniella afirmou que a fé cristã direciona a adoração a Deus, e não a políticos. “Nem Bolsonaro, Flávio, é para ser idolatrado nem Lula”, disse a parlamentar ao justificar a necessidade de separar crença religiosa de veneração a candidatos.

A senadora também tornou público seu apoio ao ex-presidente Lula. Ela citou a atuação do governo de Jair Bolsonaro durante a pandemia de Covid-19 como um dos motivos para sua posição, lembrando o impacto das posturas negacionistas naquele período. Em seu pronunciamento, mencionou que “setecentas mil vidas perdidas pelo negacionismo, quando se ria, quando se fazia piada”.

Daniella destacou, ainda, a participação direta de seu filho, Lucas Ribeiro (PP), vice-governador e atual governador em exercício da Paraíba, que assumiu a coordenação da campanha de Lula no estado. A referência ao trabalho de Lucas foi usada para reforçar o comprometimento familiar com a estratégia eleitoral local.

Ao concluir a fala, a senadora convocou eleitores a ponderarem o histórico de serviços prestados, o compromisso com a democracia e a trajetória de trabalho de cada candidato antes de tomar sua decisão. Ela pediu que a análise vá além de manchetes sensacionalistas e discursos inflamados, incentivando uma avaliação mais objetiva do que foi feito por cada administração.

O pronunciamento ocorreu no plenário do Senado durante sessão deliberativa ordinária, em que também estavam em pauta temas legislativos diversos. A senadora manteve tom crítico em relação à instrumentalização da religião em favor de adversários políticos e pediu cautela aos religiosos ao se posicionarem nas eleições.

Com informações de Jornaldaparaiba