O delegado-geral da Polícia Civil da Paraíba, André Rabelo, afirmou na manhã desta terça-feira (2) que os dois investigadores e o delegado Braz Morrone, detidos durante a Operação Perfidus, serão tratados como “traficantes”. A declaração foi feita em coletiva em que o chefe da corporação detalhou os desdobramentos da investigação.
Segundo Rabelo, os três servidores públicos presos na operação não deixam de ser considerados criminosos pelo fato de integrarem a Polícia Civil. “Dentro dessa operação foram presos três traficantes servidores públicos e aqui eu friso: traficantes. Não é por serem servidores públicos que não são traficantes”, disse o delegado.
A Operação Perfidus apura a participação de policiais civis em uma organização criminosa suspeita de repassar informações sigilosas a criminosos, subtrair e roubar drogas de traficantes e comercializar entorpecentes para grupos rivais ou mesmo para os mesmos bandidos, conforme descrição feita pela investigação.
Além dos três agentes da Polícia Civil, a ação resultou na prisão de cinco traficantes. Entre os detidos está um homem apontado pela corporação como um dos principais alvos por crimes de tráfico de drogas e roubos a banco no estado, procurado há mais de cinco anos.
Na coletiva, André Rabelo destacou que a prisão dos policiais demonstra a disposição da instituição em enfrentar desvios de conduta internamente. “A Polícia Civil não tem carne podre”, afirmou, acrescentando que a corporação é composta por “homens e mulheres de bem” que são capazes de identificar irregularidades e prestar respostas à sociedade.
Rabelo também questionou como seria possível combater o crime organizado externamente se práticas criminosas ocorressem dentro da própria instituição, reforçando que a investigação e as prisões fazem parte da resposta institucional a esses problemas.
A operação e as prisões marcam mais uma etapa das apurações sobre o envolvimento de agentes públicos com o crime organizado, segundo declarou a Polícia Civil da Paraíba durante a apresentação das medidas tomadas.
Roberto Targino e Albemar – MaisPB
Com informações de Maispb



