ADPF pede impedimento de PGR em investigação sobre Daniel Vorcaro
A crise nos bastidores do caso envolvendo Daniel Vorcaro teve novo desdobramento nesta semana, quando a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) encaminhou pedido formal para que o Procurador‑Geral da República, Paulo Gonet, se declare impedido de participar das investigações.
O motivo apontado pela entidade foi a menção ao nome de Gonet em diálogos eletrônicos apreendidos durante as apurações. Em razão dessa descoberta, a ADPF entende que a presença do titular da Procuradoria‑Geral da República nas diligências poderia comprometer a condução do procedimento.
Segundo a associação, o pedido foi apresentado oficialmente às autoridades competentes ainda nesta semana, configurando um novo episódio da controvérsia em torno do caso Vorcaro. A iniciativa da ADPF surge no contexto de uma investigação que já vinha gerando tensão nos bastidores, e agora inclui questionamento direto sobre a atuação do chefe da PGR.
O requerimento da associação tem caráter formal e solicita que Paulo Gonet reconheça o impedimento para atuar no caso, diante da identificação de seu nome nas conversas que constam nos autos. A ADPF justificou a medida com base na necessidade de preservar a imparcialidade e a regularidade das apurações, conforme exposto no pedido encaminhado.
O episódio amplia o conjunto de ações e reações em torno do processo, e passa a integrar a agenda das instituições envolvidas na investigação. A solicitação da ADPF representa, segundo a própria associação, uma tentativa de garantir que os procedimentos sigam com isenção diante da apreensão dos diálogos que mencionam o procurador‑geral.
O episódio marca mais um capítulo da crise que tem permeado os bastidores do caso Daniel Vorcaro, com repercussões institucionais decorrentes da identificação do nome de uma autoridade central nas conversas apreendidas.
Com informações de Paraibaonline




