Cerca de 10 novas vítimas de um casal investigado por estelionato e falsidade ideológica se apresentaram à Polícia Civil nesta terça-feira (3), informou o delegado Lucas Sá. Com essas denúncias, a apuração já contabiliza 20 pessoas que teriam sofrido fraudes atribuídas aos suspeitos, e o prejuízo total estimado chega a R$ 400 mil.
O casal, composto por uma mulher de 33 anos e seu namorado de 31 anos, foi detido em 23 de outubro. Ambos foram liberados em audiência de custódia posterior. A polícia não divulgou os nomes dos investigados.
Segundo o inquérito, a mulher ocupava o setor de recursos humanos de uma padaria localizada no bairro de Mangabeira, onde trabalham mais de 20 funcionários. Ela teria solicitado que os empregados enviassem fotos do rosto sob a justificativa de registrarem ponto eletrônico.
Após receber as imagens, a investigada teria aberto contas bancárias e contratado cartões de crédito em nome de diversos funcionários usando seu aparelho celular. Em seguida, a investigada pedia que os cartões físicos fossem remetidos ao endereço do namorado, que tinha conhecimento das fraudes e chegou a ser preso em flagrante.
O delegado Lucas Sá informou que vai requerer, em caráter emergencial, a retirada dos nomes das vítimas das listas de inadimplentes, como o Serasa, porque muitas tiveram a renda comprometida e encontram dificuldades até para contrair crédito para manter a família.
“Todas essas vítimas serão incluídas na investigação e o que a gente vai pedir agora é as medidas mais urgentes. Por exemplo, tem pessoas aí que tiveram toda a sua renda ali, do dia a dia, da subsistência, comprometida, e tão inclusive negativadas no Serasa, não podem nem contratar um cartão de crédito para manter a família por razão dessas fraudes. Então nós iremos comunicar hoje mesmo a justiça esses fatos, pedir as medidas cabíveis”, afirmou o delegado à TV Cabo Branco.
A Polícia Civil informou que seguirá com as apurações para identificar eventuais outras vítimas e adotar as medidas judiciais necessárias para reparar os prejuízos e responsabilizar os envolvidos.
O caso permanece sob investigação.
Com informações de Jornaldaparaiba




