HORÁRIO: 15h38 (Brasília UTC-3)

O mercado financeiro registrou nesta segunda-feira (23) um alívio que levou o dólar a recuar e o principal índice da bolsa brasileira a avançar, após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que sinalizaram redução nas tensões com o Irã. A reação dos investidores refletiu menor aversão ao risco, favorecendo ativos emergentes como o real.

O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,24, queda de R$ 0,068, equivalente a 1,29%. No período de menor cotação, por volta das 12h, a moeda chegou a R$ 5,21. Apesar do recuo do dia, a divisa acumula alta de 2,08% no mês de março; no ano, registra queda de 4,52% frente ao real.

Ibovespa amplia ganhos

Em resposta ao ambiente mais favorável, o índice Ibovespa, da B3, teve forte recuperação e subiu 2,25%, fechando em 181.931 pontos. No melhor momento do pregão, às 15h38 (Brasília UTC-3), o índice aproximou-se dos 183 mil pontos, com a sessão marcada por ganhos especialmente nas ações de bancos e em empresas ligadas ao consumo doméstico. Papéis da Petrobras avançaram, porém de forma mais contida, diante da queda nos preços do petróleo no mercado internacional.

Queda acentuada do petróleo

Os contratos do petróleo recuaram de forma expressiva: o barril do tipo Brent, referência internacional, perdeu 10,9% e fechou a US$ 99,94, retornando a patamares abaixo de US$ 100 pela primeira vez desde o dia 16. A descompressão nos preços ocorreu após declarações de Trump indicando que poderia adiar ataques à infraestrutura energética iraniana e mencionando haver “boa chance” de acordo entre os países; posteriormente, o presidente afirmou que um acordo nuclear estaria próximo de ser assinado.

Além das declarações, a passagem segura de dois petroleiros indianos pelo Estreito de Ormuz contribuiu para reduzir parte das tensões. No entanto, autoridades iranianas negaram a existência de negociações, o que limitou o otimismo durante o dia.

Riscos mantidos

Apesar do alívio temporário, o cenário permanece incerto: Israel mantém restrições logísticas em aeroportos e há relatos de movimentações militares dos Estados Unidos na região. Especialistas consultados apontaram que a volatilidade tende a se manter, em razão de sinais contraditórios sobre o conflito e da ausência de clareza quanto à duração de um possível cessar-fogo.

*Com informações da Reuters

Com informações de Agência Brasil